assine

Newsletter

Receba as novidades, cadastre-se

Como escolher o plano de saúde?

Publicado em 07 de Mar de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Aprenda com especialistas como escolher o melhor plano de saúde para você e sua família.



Texto: Leonardo Valle/Produção: Janaina Resende/ Adaptação: Letícia Maciel

Informe-se sobre o plano de saúde que está adquirindo, eles podem ser individual,familiar ou
coletivo. Foto: Divulgação.

 

O médico e chefe da Agência Nacional da Saúde Sumplementar (ANS), intistitudo que fiscaliza os planos de saúde do país-Luiz Paulo Gaggioni , concedeu entrevista para a VivaSaúde sobre como escolher o melhor plano de saúde para você e sua família.

 

Qual é o primeiro passo para escolher entre as várias opções?

É saber qual produto você está adquirindo: se é um plano individual, familiar ou coletivo. Planos coletivos são aqueles contratados por empresas, para seus funcionários, ou por entidades profissionais, como conselhos e sindicatos. Embora os planos coletivos tenham prestações mais acessíveis, a ANS não controla os reajustes dessa modalidade.

 

Como saber se a operadora é, de fato, eficiente?

Basta acessar o site da ANS e ver a sua avaliação. É a ANS que autoriza a atuação dessas empresas, registra seus produtos e fiscaliza suas atividades de perto. Há planos de saúde que foram suspensos porque a ANS não aprovou alguma cláusula. Essa checagem prévia evita que você compre um produto pirata ou inativo.

 

Ela pode mesmo variar de acordo com a idade do contratante?

Sim. A justificativa é que um paciente de 20 anos exige dos planos de saúde menos serviços que um de 60 anos. Para evitar que os planos dificultem o acesso de pessoas idosas, a ANS estipula que o valor da última faixa não pode ser mais do que seis vezes o valor da primeira.

É permitido estabelecer limites financeiros de cobertura?
 

Não. Por exemplo, se seu contrato prevê a cobertura de internação na UTI, não importa a quantidade de dias que você necessite ficar: ele terá de pagar.

 

O que são doenças e lesões preexistentes?

São todas aquelas que a pessoa já tem ciência quando decide contratar o plano.
Doenças ocultas, ou seja, que ainda não se manifestaram, não podem ser classificadas como tais. Outro exemplo é o tabagismo, que é considerado hábito comportamental e não deve ser questionado na entrevista. Já se eu tive um câncer, também não preciso declarar. Se foi curado não é uma doença preexistente.

Peça sempre informações claras para o corretor do plano de
saúde na hora da contratação.Foto:Divulgação.

Todos devem informar essas condições?

Sim. A operadora pode se recusar a cobrir um determinado procedimento para uma doença que não foi declarada no momento da contratação ou mesmo cancelar o contrato. Para evitar problemas, preencha todos os campos devidos e não assine nada com campos em branco. Por exemplo, se eu estou com câncer no momento, há duas opções:ou aceito uma carência de dois anos para procedimentos de alta complexidade — como tomografias e leito na UTI — ou pago agravo, que é um valor a mais para poder ser tratado da doença.

 

E quanto à política de reembolso?

Caso o médico da sua confiança não esteja vinculado à rede credenciada do plano, é possível solicitar da operadora o reembolso da consulta paga. Entretanto, a política de reembolso deve estar prevista em contrato. Vale a pena fazer uma simulação sobre o reembolso de uma consulta fictícia. Por exemplo, qual é o reembolso para uma consulta de R$ 400? Além disso, peça informações claras. Se o corretor disser que o reembolso é “cinco vezes a tabela três”, por exemplo, faça-o explicar melhor. Às vezes o valor final não chega a R$ 15.

 

Podem haver despesas extras?

Faça simulações daqueles serviços emergenciais não cobertos pelo seu plano. Afinal, a gente nunca sabe como será o dia de amanhã. Um bom exemplo é perguntar de antemão quanto ficaria a internação num leito de alta complexidade. As situações que mais dão problemas são aquelas sem esclarecimentos prévios.

 

Se tiver problema, onde reclamar?


A ANS policia as operadoras de planos de saúde. Entretanto, a entidade não controla os corretores dos planos — aqueles profissionais que representam a empresa no contato com os possíveis consumidores. Eles são regulados por outro orgão federal, a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Já a relação entre médicos e pacientes é da esfera do Conselho Regional de Medicial (Creme) local.



COMENTE!