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5 coisas sobre a raiva

Publicado em 23 de Apr de 2015 por Marília Alencar | Comente!

Raiva: considerada um problema de saúde pública, a enfermidade é transmitida pela mordida dos animais infectados e mata em praticamente 100% dos casos



Texto Diego Benine / Foto: Shutterstock 

Raiva

(Foto: Shutterstock)

1. O que é?

É uma infecção viral que causa inflamação no cérebro e na medula espinhal, levando o portador à morte, caso vacina e soro antirrábico não sejam administrados rapidamente. A causa está em um RNA vírus presente na saliva de cães, gatos, morcegos, gados, entre outras espécies.

2. Sintomas

Surgem após um período que varia de 10 a 50 dias, podendo chegar até mais de um ano. O local da mordida interfere nesse tempo: quanto mais enervada ou próxima do cérebro, mais rápido os sinais aparecerão. E os primeiros são febre, dores de cabeça, agitação e aumento na produçãode saliva. Além disso, o indivíduo torna-se agressivo e sofre espasmos musculares violentos — que impedem o simples ato de beber água. Por fim, ele é levado ao coma e morre.

3. Diagnóstico

Logo após a mordida, não há como descobrir se a vítima está infectada. Sendo assim, o ideal é colocar o animal que a atacou em observação (período de 10 dias, se os agressores forem cães e gatos). Na presença dos sintomas descritos, basta uma análise clínica para identificar o problema. Um exame de biópsia cutânea (retirada de amostra de pele) ajuda a selar o diagnóstico.

4. Prevenção

Animais domésticos devem ser vacinados anualmente. Recomenda-se que pessoas com elevado risco de contrair a doença sejam submetidas à vacinação a cada dois anos. É o caso de veterinários, cuidadores e profissionais que atuam na captura de animais de rua. Proteger as janelas com telas ajuda a evitar os morcegos hematófagos.

5. Tratamento

A primeira medida é lavar o ferimento com água e sabão. Dependendo do animal agressor, bem como do local e gravidade do ferimento, o tratamento será feito apenas com a vacina antirrábica. Alguns casos exigem também a aplicação de um soro que estimula o organismo a produzir anticorpos contra a doença. O paciente poderá receber doses adicionais do soro (no máximo 5) nos dias subsequentes.

Revista VivaSaúde/ Edição 124



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