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Descubra os primeiros sinais da depressão

Publicado em 26 de Sep de 2014 por Clara Ribeiro | Comente!

A depressão é uma resposta ao empobrecimento da forma de viver que é reduzida a parâmetros de funcionalidade e adequação. Pessoas pouco sociáveis tendem a desenvolver a doença



Texto: Fernanda de Almeida e Nathalie Ayres / Foto: Helton Gomes / Adaptação: Clara Ribeiro

É fundamental fazer uma análise sobre a vida atual da paciente, incluindo a rotina,

os hábitos e os grupos aos quais pertence, para saber se não está negligenciando algum deles

Foto: Helton Gomes

Dor de barriga, nas têmporas, nas costas, esses podem ser os primeiríssimos sinais de que alguém está prestes a mergulhar de cabeça em um quadro depressivo. Mas esses são sintomas muito genéricos para o início de um diagnóstico de depressão, mesmo porque há vários subtipos da doença, e para cada um deles há diferentes indicadores físicos.

Por isso, é necessário realizar um profundo relatório sobre a vida atual da paciente, incluindo a história, a rotina, os hábitos e os grupos social e familiar aos quais essa mulher pertence. “Depois disso, é feita uma análise das mudanças repentinas de comportamento, como a pessoa que tinha como hábito sair com os amigos semanalmente e inesperadamente abre mão desse convívio”, exemplifica Pepita Rovira Prunor, psicóloga e psicanalista, vice-presidente da Sociedade Paulista de Psicanálise (SPP).

Os primeiros sintomas mais associados à depressão são, em geral, psíquicos como “desânimo, desalento, falta de interesse, falta de motivação, e pode haver também sintomas físicos como insônia, inapetência e falta de energia física”, esclarece o professor Miguel Chalub.

Quando o problema ataca

No caso da ansiedade, um dos piores sintomas são as crises. “Fisicamente a ansiedade também é facilmente identificável. A paciente fala rápido, às vezes atropela as próprias palavras, pode apresentar batedeira no peito, suor frio e pupilas dilatadas, assumindo a face da manifestação mais dramática da ansiedade: a crise de pânico”, descreve Leonard Verea, médico psiquiatra, especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Clínica (SP). Há o aumento da adrenalina no corpo, o que deixa a paciente à flor da pele. Por isso mesmo, queixas de memória, insônia, irritabilidade e impulsividade aumentam. Porém, a crise em si dura pouquíssimo tempo, cerca de alguns minutos, mas é capaz de incapacitar a pessoa durante todo esse período.

As consequências para o corpo são diversas, já que a crise sempre desencadeia sintomas físicos. “O organismo se prepara automaticamente para uma situação de ameaça, e uma série de mecanismos adaptativos, entra em funcionamento: liberação de cortisol, aumento de adrenalina na corrente sanguínea, taquicardia, aumento da frequência respiratória, redistribuição do sangue, entre outras alterações”, relata o psiquiatra Pérsio Ribeiro Gomes de Deus, diretor técnico de saúde do Hospital Psiquiátrico da Água Funda (SP).

Tremores, aumento da secreção urinária, dores do peito, boca seca, cefaleia e falta de ar são outras consequências do evento. Isso gera uma grande debilitação: “Ocorre grande exaustão na pessoa, pois há um gasto energético físico muito grande durante uma crise e, principalmente, quando acontece repetidas vezes”, comenta o neuroendocrinologista Felipe Gaia, consultor do laboratório Salomão Zoppi Diagnósticos.

Coleção VivaSaúde Especial - Mente Feminina



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