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Dezembro laranja: Isso é só uma pinta?

Publicado em 16 de Dec de 2019 por Redação | Comente!

Especialista do H9J reúne dicas sobre como evitar os tipos de câncer de pele, doença que corresponde a 33%* de todos os diagnósticos de câncer no Brasil



Texto Redação | Foto Shutterstock



Uma mancha que coça às vezes? Crescem, mudam de cor, ficam em alto relevo?Uma lesão nova na pele que não desapareceu em 3 semanas? Caso você diga sim para alguma dessas perguntas, você pode apresentar sintomas de um início de câncer de pele.

Segundo o Renato Santos, cirurgião oncológico do Hospital 9 de Julho, no mundo todo os registros apontam para um crescimento absoluto de incidência dos tumores cutâneos. No Brasil, a doença é responsável por 166* mil novos casos. “Entre as causas para explicar este fenômeno estão o envelhecimento da população, maior número de casos detectados precocemente, elevação do uso de câmeras de bronzeamento artificial por radiação ultravioleta e uma maior exposição aos raios solares, num momento em que há uma diminuição da camada de ozônio”.


O câncer de pele surge do crescimento desigual e descontrolado das células que compõem os tecidos desse órgão. Para ajudar a avaliar se uma pinta pode ser algo mais grave, o especialista sugere o método ABCDE que analisa: Assimetria, se a lesão tem um padrão ou se tem uma metade diferente da outra; Bordas irregulares, com contorno mal definido; Cor variável, a mesma mancha com diferentes tons ou cores como preta, castanha avermelhada e até azul; Diâmetro, se o tamanho é maior que 6 mm e Evolução, como crescimento e sangramento.

Entre os tipos mais comuns da doença estão:
Carcinoma basocelular: é o mais comum, porém o menos agressivo. Este tipo de câncer surge com mais frequência em regiões mais expostas ao sol, como rosto, nariz, pescoço, orelhas e couro cabeludo.

Carcinoma espinocelular (CEC): conhecido também como epidermóide é o segundo mais comum dentre todos os outros tipos de câncer. A pele normalmente apresenta sinais de dano solar, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda na sensibilidade. É frequente que apresente ulceração. Pode dar metástases.

Melanoma: é o tipo menos frequente, porém o mais agressivo e letal. Tem origem nas células responsáveis pela produção da melanina, os melanócitos e é considerado o mais grave. Em geral, tem aparência de uma pinta de bordos irregulares, de cores variadas (variando entre tons de castanho, vermelho e preto e áreas esbranquiçadas), maiores que 0,6 mm e que apresentou crescimento.

Caso o médico identifique alguma anomalia, é necessário avaliar se o tumor é benigno ou maligno. Caso seja benigno, o tratamento pode ser cirúrgico com remoção e sutura simples, eletro-curetagem (corrente elétrica) ou criocirurgia (congelamento). Já para o tratamento de tumor de pele maligno, a cirurgia é a principal forma de tratamento, dando margens oncológicas adequadas. Em situações especiais poderá ser utilizada a radioterapia, a imunoterapia (utiliza o próprio sistema imunológico para criar as defesas do organismo contra o câncer), a terapia fotodinâmica e a quimioterapia.

O modo mais eficaz de prevenção do câncer de pele é não exposição ao sol das 10h às 16h e o uso de protetor solar diariamente. Para o Dr. Santos, os bons hábitos de proteção e hidratação da pele devem ser estimulados desde cedo. “A pele não esquece e vai acumulando ao longo da vida os resultados da exposição solar (mutações). Por isso, a proteção deve ter início já na infância”, alerta e lembra a importância de ir ao dermatologista uma vez ao ano para fazer uma avaliação completa da pele.



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