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Dicas para diminuir o uso abusivo de internet

Publicado em 07 de Apr de 2014 por Leticia Maciel | Comente!

A maioria das pessoas que sofrem com a compulsão por uso de internet são adolescentes e a jovens adultos que se sentem solitários e sofrem de timidez. Aprenda como prevenir a compulsão digital e transtornos mentais



Texto:Fabiana Fontainha/ Fotos: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel

O uso excessivo de internet pode acarretar problemas ansiedade e sedentarismo acompanhada
de má alimentação
Foto: Shutterstock

O uso excessivo de internet pode trazer vários problemas à saúde. O mais recente descoberta, é chamada de  ansiedade da informação. O termo é novo, foi criado a cerca de 10 anos pelo designer e arquiteto norte-americano Richard Saul Wurman, autor do livro Ansiedade da informação: como transformar informação em compreensão (Ed. Cultura). Para ele, esse transtorno é causado pela avalanche de informações que recebemos todos
os dias sem sermos capazes de entendê-las ou selecioná-las. “A ansiedade de informação é a lacuna entre o que você acha que deveria saber e aquilo que você realmente é capaz de compreender”, explica Wurman. Esse transtorno pode acarretar doenças mentais como mudanças repentinas de comportamento e até doenças físicas como o sedentarism acompanhado de má alimentação.

Quem sofre com isso

Ainda não existem estatísticas sobre o tema, mas os especialistas avaliam que a ansiedade de informação acontece com mais frequência em adolescentes e jovens adultos, principalmente os homens. “Aqueles que precisam ficar conectados o tempo inteiro, que usam smartphones para checar e-mails do trabalho, estão mais vulneráveis, pois não conseguem se desligar”, diz a psicóloga Juliana Bizeto, coordenadora do Ambulatório de Dependências Não Químicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-EPM). Outras pessoas suscetíveis a isso são as mais solitárias e tímidas, que usam a internet como um “ambiente seguro para se relacionar com os amigos virtuais. “Indivíduos mais retraídos, que não gostam de convívio social, estão mais propensos a esse tipo de ansiedade, principalmente nas faixas dos 30 e 40 anos de idade”, comenta o neurocientista Renato Sabatini, presidente do Instituto Edumed para Educação, Medicina e Saúde (SP).

Aprenda dicas para combater e prevenir essa mal da era digital e as novas tecnologias.

Seja seletivo

Selecione somente as informações que são essenciais, úteis ou curiosas para a sua vida. “Quando você não seleciona fica com um problema, pois tem informação demais. Ao invés de lhe tranquilizar, ela te estressa. Outro passo é escolher as fontes de informação, utilizando um número menor, útil e confiável”, diz Roberto Cardoso, coordenador de medicina comportamental do Femme Laboratório da Mulher (SP).

Faça pausas

Aprenda a fazer pausas com duração de 10 a 15 minutos entre uma atividade e outra, principalmente se seu trabalho requer criação e inovação. Você pode tomar um cafezinho, conversar com alguém ou descansar.

Relaxe a mente

Pratique atividades que ajudem a reduzir o seu nível de ansiedade, como meditação, exercícios físicos, cozinhar, passear com o cachorro e ler um livro. O importante
é você se desligar dos agentes causadores de ansiedade para relaxar a mente por alguns minutos.

Limpe sua mesa

Crie o hábito de limpá-la regularmente. Se você é daqueles que junta vários papéis, principalmente anúncios e ofertas de produtos para, um dia, ler com calma, criando uma pilha em cima da mesa, pegue uma lata de lixo e jogue tudo fora, sem olhar.

Tenha amigos reais

Estabeleça várias fontes de relação. Para a psicóloga Juliana Bizeto, coordenadora do Ambulatório de Dependências Não Químicas da Unifesp, quem conversa com os amigos somente on-line, está mais propenso a desenvolver ansiedade. “Nossa vida é como se fosse um leque. Se fechamos esse leque e estabelecemos relações exclusivas temos um problema, então devemos mantê-lo aberto, tendo amigos, se relacionando, pois somos seres sociais, isto é, precisamos do contato físico, do olhar do outro.”



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