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Homens obesos

Publicado em 22 de Jan de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

A obesidade é uma epidemia global, ser homem é uma condição que aumenta várias doenças oportunistas



Texto: Nathalie Ayres/ Adaptação: Letícia Maciel

O sexo masculino tem mais propenção à doenças cardíacas.

Foto: Divulgação

Equilibrando os ponteiros da balança

Normalmente são as mulheres que encaram o ato de subir à balança como uma tortura. Porém, quando o assunto é saúde, o excesso de peso é sempre maléfico, não importa o sexo. “O mal está relacionado a um maior risco de doença cardiovascular, diversos tipos de câncer (principalmente mama, próstata e intestino), diabetes, Alzheimer, cirrose hepática, entre outras”, esclarece Luciano Giacaglia, endocrinologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP). E pode ser ainda pior ao atacar o sexo masculino. E o problema tem se multiplicado no mundo todo, inclusive no Brasil. Por aqui, 52% dos homens apresentam sobrepeso, de acordo com os dados da pesquisa Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde. E eles já começam com uma desvantagem: a testosterona faz que o corpo masculino acumule mais gordura no abdome, que é chamada de visceral e traz vários riscos para a saúde. “Ela produz citocinas que aumentam pressão arterial, colesterol, ácido úrico e glicose”, alerta Josivan Lima, endocrinologista e membro do departamento de diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-RN).

 

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Pontos fracos nos homens

Muitos desses problemas podem ser piores para os homens. O ponto fraco é que, para eles, por exemplo, há maior propensão a desenvolverem doenças cardiovasculares, e as mulheres só se igualam a eles nesse índice depois da menopausa. Outra desvantagem é terem maior suscetibilidade à apneia do sono, distúrbio que desorganiza a respiração enquanto se dorme e “que perpetua o ganho de tecido adiposo, além de causar hipertensão arterial, arritmias cardíacas e, eventualmente, doença de Alzheimer, revela Giacaglia. Os homens também são mais frágeis para males como gota (causado pela alta do ácido úrico) e cálculo renal, portanto é preciso estar atento a todas essas questões.

Além disso, os quilos a mais mexem com a quantidade de testosterona. “No tecido adiposo ela se transforma em estradiol – hormônio feminino. Se há células gordurosas em excesso, esse efeito é maior”, ensina Lima. O problema é que essa substância é responsável por várias características  masculinas (voz, tônus muscular), e sua falta traz agravos à saúde: “pode induzir aumento de mamas, reduzir a libido, causar disfunção erétil e infertilidade”, relata Débora de Mello, endocrinologista voluntária da Associação Diabetes Brasil (ADJ-SP).

 

O cérebro feminino reage mais ativamente à comida do que os dos homens. Foto: Divulgação.

 

Um peso, várias medidas

A principal forma de se medir a obesidade é por meio do Índice de Massa Corporal (IMC). Se o valor é maior de 30, a pessoa já é considerada obesa, e a cirurgia bariátrica é indicada aos que têm o índice acima de 40.Porém, a técnica só revela que a quantidade de gordura está irregular, mas não mostra em
que local está localizada. O tecido adiposo é mais perigoso no abdome, e o homem deve ter cerca 94 cm de cintura, sendo admitidos valores até 102, explica Lima. Outros exames podem ser feitos, como a bioimpedância elétrica, “que mensura a quantidade de gordura corporal, sendo mais objetiva que a simples avaliação do peso”, explica Giacaglia.

Guerra dos Sexos

Os homens têm algumas desvantagens em relação às mulheres quando o assunto é
acúmulo de gordura. O cérebro feminino reage mais ativamente à comida do que o dos homens, o que as faz terem maior tendência a exagerar nos pratos.Mulheres tendem  a concentrar as células adiposas nos quadris, enquanto os homens as retêm no abdome,o que é mais perigoso.A testosterona é vantagem a eles,ao fazer que o corpo converta as calorias mais em energia do que em gordura.Já o estrógeno feminino propicia retenção de líquidos e atrapalha a queima de calorias.E problemas de fertilidade, hipertensão, diabetes e câncer, entre outros, são comuns em ambos os sexos quando a obesidade aparece.

 

 



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