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Conheça a Risoterapia

Publicado em 17 de Mar de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Dar risadas pode aumentar as defesas imunitárias, combater o estresse, problemas cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e até depressão. Conheça a risoterapia, tratamento eficaz no combate a diversas doenças



Texto: Samantha Cerquetani / Foto: Shutterstock / Adaptação: Ana Paula Ferreira

Ao rir, o indivíduo trabalha quase todos os músculos do rosto e do abdome, promove maior

oxigenação do cérebro e estimula a liberação da endor?na. Foto: Divulgação

Rir é o melhor remédio. A frase que parece apenas um chavão dos otimistas tem comprovação cientí?ca, pois a risoterapia (ou terapia do riso) tem se mostrado e?caz no combate a diversas doenças. Há evidências de que as defesas imunitárias aumentam por meio do riso. Mesmo existindo há mais de 60 anos, essa terapia tida como complementar ?cou mais conhecida na década de 1990 com o ?lme americano intitulado Patch Adams – o amor é contagioso. O famoso médico utiliza a alegria para incentivar a cura de seus pacientes. De acordo com o homeopata e autor do livro A terapia do riso (Editora Pensamento), Eduardo Lambert, a alegria e o riso ajudam na resposta aos tratamentos e os mecanismos naturais de autocura.
O riso treme, vibra nosso corpo e nos relaxa dando uma sensação de bem-estar. Ele ativa em nosso cérebro a produção de substâncias químicas que nos protegem contra acidentes vasculares cerebrais, estresse, problemas cardíacos e até depressão”, a?rma o médico. Quanto maior a intensidade da risada, maior será a produção dos neurotransmissores importantes para a saúde como as endor?nas e as serotoninas, que são antidepressivas.
Trabalhando há seis anos com o Clube do Riso Feliz no Instituto Caminho Kyusei Kannon (CKK), a psicopedagoga Rumilda Fernandes explica que todas as pessoas podem praticar — inclusive as crianças —, e, para a especialista, rir deveria se tornar um hábito para preservar a saúde física e mental. O método não é recomendado para pessoas recém-operadas de tireoide ou abdome, sem que tenham a autorização do médico responsável. O Instituto promove reuniões semanais com grupos (de cinco a dez pessoas, geralmente) que durante aproximadamente duas horas são estimuladas a pensar de forma positiva.
Na primeira parte, são ensinadas técnicas para rir, leituras de textos cômicos, meditações, e todos levam exercícios para casa. “O processo de `cura` depende da predisposição do paciente e da decisão de se `curar`”, diz. Durante o processo, são trabalhados o bom humor, o poder da decisão, interatividade, extroversão e altruísmo. Além disso, tentam se liberar de apegos e mágoas e desenvolver a gratidão. A risoterapia pode ser aplicada por um terapeuta do riso que já tenha participado de grupos, estude o método e aprenda a prática. A consultora de desenvolvimento pessoal, Nadia Cozzi, confessa que estranhou as técnicas da terapia do riso e desacreditou que algo tão simples pudesse ter um retorno satisfatório. “O resultado foi fantástico, parei de me estressar e procuro sempre o lado bom das situações.” Praticante há oito anos, ela recomenda para todos que querem viver de uma forma mais saudável.



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