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Exercícios aquáticos para minimizar o transtorno de ansiedade

Publicado em 20 de Sep de 2013 por Ingrid Tanii | Comente!

Alguns simples ajustes na rotina como a prática regular de natação ou hidroginástica, são capazes de minimizar os sintomas do trastorno



Texto: André Bernado/ Foto: Helton Gomes/ Adaptação: Ingrid Tanii

                         O transtorno de ansiedade afeta 25% da população mundial

                                                     Foto: Helton Gomes

Não é difícil reconhecer uma pessoa ansiosa. O dicionário Houaiss já dá algumas pistas: é todo indivíduo aflito, ofegante, angustiado.

Se alguém o seleciona para uma entrevista de emprego na sexta-feira, por exemplo, pode ter certeza de que, a partir de segunda, o ansioso já começará a passar mal. Na véspera do grande dia, então, será capaz de sentir falta de ar, boca seca e aperto no coração.

A sensação de que algo — ou, quem sabe, tudo — pode dar errado é incontrolável para um portador de transtorno de ansiedade.“A ansiedade que a gente sente no dia a dia é mais do que saudável. Afinal, ela protege o indivíduo contra a própria extinção. Mas, quando alguns sintomas começam a causar um sofrimento muito grande, a ponto de impedir a pessoa de exercer as suas atividades normalmente, ela já pode ser considerada patológica. Nesse caso, convém procurar ajuda médica”, alerta o psiquiatra Tito Paes de Barros Neto, do Ambulatório de Ansiedade (Amban) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Se você é do tipo que sofre por antecedência, não esquente a cabeça. Em vez de perder tempo com suposições do tipo “E se?”, matricule-se num clube de natação ou numa academia de hidroginástica.

Quando a ansiedade é leve ou moderada, alguns simples ajustes na rotina, como a prática regular de exercícios aquáticos, são capazes de minimizar os sintomas do transtorno.

 

Menos tensão

Um estudo da Universidade Estadual de Maringá (PR) mostrou que duas sessões semanais de hidroginástica, cada uma com 50 minutos, durante três meses, são suficientes para reduzir os níveis de ansiedade em mulheres já diagnosticadas.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), esse tipo de transtorno afeta 25% da população mundial. A previsão é que três mulheres para cada homem sofram com o problema.

A pesquisa foi feita com 16 voluntárias na faixa dos 36 anos, todas em tratamento medicamentoso aliado à terapia comportamental. Das 16 mulheres estudadas, oito adotaram a prática da hidroginástica como complemento terapêutico enquanto o restante manteve o tratamento convencional.

Segundo uma das autoras do trabalho, a professora de Educação Física Viviane Buzzo, da Fundação Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mandaguari (Fafi man), as voluntárias que adotaram a prática da hidroginástica apresentaram queda nos índices de tensão, depressão, fadiga e raiva.

A explicação para tal efeito passa pelos benefícios que todo esporte proporciona. “Qualquer tipo de exercício físico libera endorfina no sistema nervoso central. São essas substâncias que produzem um efeito tranquilizante e analgésico no organismo”, explica o psiquiatra Antonio Egídio Nardi, do Laboratório de Pânico e Respiração do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Um mergulho no bem-estar

No entanto, as atividades aquáticas levam certa vantagem sobre as terrestres. “Ao controlar a respiração dentro da água, o aluno aprende também a controlar a ansiedade. Os exercícios respiratórios acontecem de forma natural pelo simples fato de o indivíduo estar imerso no meio líquido”, argumenta a coordenadorado departamento Aquáticoda Companhia Athlética em São Paulo, Fabiana Tassi.

Revista VivaSaúde Ed.78



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