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Terapia artística

Publicado em 25 de Mar de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

A técnica da terapia artística foi desenvolvida quando artistas e médicos descobriam que a arte poderia ser prescrita como parte do tratamento de diversas enfermidades



Texto: Samantha Cerquetani / Foto: Divulgação / Adaptação: Ana Paula Ferreira

As técnicas mais utilizadas na terapia artística são a pintura, o desenho e a modelagem.

Foto: Divulgação


Ao dar aulas de pinturas no Rio de Janeiro, Mary Porto percebeu que seus alunos reagiam de maneiras diferentes enquanto pintavam o mesmo desenho. Alguns ?cavam aborrecidos e impacientes, e outros permaneciam calmos e tranquilos. Pouco tempo depois, ela descobriu que havia um curso em São Paulo que ensinava a teoria das cores e como a terapia artística (TA) poderia in?uenciar o estado de espírito — e até curar doenças — das pessoas. A jovem professora tornou-se a fundadora e presidente da Associação Brasileira de Terapeutas Artísticos Antroposó?cos (AURORA), entidade que promove e forma esses pro?ssionais.
A TA foi desenvolvida no início do século XX quando artistas e médicos descobriram que a arte poderia ser prescrita como parte do tratamento médico. E, a partir dessa experiência, o valor terapêutico do elemento artístico passou a ser avaliado e comprovado como auxiliar valioso para o tratamento de várias enfermidades. O terapeuta utiliza-se de diferentes meios artísticos que proporcionam ao paciente uma harmonização dos processos que estão em desequilíbrios. Na primeira sessão, o indivíduo entra em contato com os materiais e desenvolve sua “obra” livremente para que seja feito o diagnóstico e analisada a forma que a terapia será conduzida.
As técnicas mais utilizadas são a pintura, o desenho e a modelagem. A pintura em aquarela é mais indicada nos casos onde a troca com o mundo externo precisa ?uir e quando há di?culdades para manifestar os sentimentos. O desenho é recomendado para auxiliar pacientes com di?culdades de concentração ou atenção e compreensão lógica da realidade. A modelagem é uma técnica usada para controlar a impulsividade e ativar a vontade quando há um quadro de estagnação. “A TA utiliza-se de diferentes meios artísticos que procuram trazer ao paciente uma harmonização dos elementos que estão adoecidos e revitalizados”, a?rma Mary.
As sessões são realizadas semanalmente, em grupos ou individualmente e a arte serve como um processo de autoconhecimento e desenvolvimento interior. Não é preciso ter nenhuma habilidade artística para realizar a terapia. O paciente realiza exercícios que focam no seu estado interior (contração ou expansão) como pintar o arco-íris, as estações do ano (horas do dia), temas da época do ano, cópias das obras de pintores famosos e paisagens, por exemplo. O terapeuta indica as cores e o material utilizado. Com a análise dos trabalhos é possível veri?car a evolução do paciente. O terapeuta leva em conta as pinceladas, as tonalidades e até mesmo a direção do traço. O método pode ser praticado por todas as faixas etárias, e o paciente recebe alta quando os sintomas diminuem ou desaparecem. Para ser um terapeuta é preciso ser formado em uma escola autorizada (há três escolas reconhecidas no Brasil e uma na Argentina), e o curso tem duração de cinco anos.
A psicóloga aposentada Inês Dutra pratica a terapia artística há 13 anos e iniciou o tratamento após apresentar depressão. “Quando comecei, não acreditava que pudesse fazer efeito. Nunca tinha feito nada ligado à arte e senti a diferença nos primeiros encontros. O resultado é sutil e profundo, ?quei mais con?ante e não pretendo parar. Todos deveriam conhecer a terapia artística”, diz.

 

5 razões para conhecer a terapia artística

 

1. Ela pode ser indicada como complementação em diversos tratamentos, sejam problemas físicos ou psicológicos;

2. Ela estimula o autoconhecimento, novas formas de expressão e o lidar com as mudanças da vida;

3. Pacientes com doenças ginecológicas, cardiovasculares e reumatismo têm melhoras significativas após as seções;

4. Auxilia a melhora de processos emocionais como estresse, insegurança, medo, ansiedade, pânico e também qualquer tipo de bloqueio que a pessoa possa estar vivenciando antes ou durante a prática terapêutica

5. Com a técnica é possível combater várias doenças psicossomáticas que podem se manifestar. As mais comuns são as alergias, a asma, o vitiligo, a gastrite nervosa, a dermatite, entre outras patologias.



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