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5 dúvidas sobre o terçol

Publicado em 08 de May de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Com os olhos vermelhos, inchados e doloridos, o incômodo terçol é diferente da conjuntivite, mas seus sintomas também merecem bastante atenção



Texto: Jéssie Panegassi / Foto: Shutterstock / Adaptação: Ana Paula Ferreira

Nos casos simples de terçol, recomensa-se compressas com água morna no mínimo quatro

vezes ao dia. Foto: Shutterstock

Os sintomas do terçol merecem tanta atenção quanto aos da conjuntivite. Confira abaixo respostas para 5 dúvidas sobre a infecção que deixa os olhos vermelhos, inchados e doloridos:

1. O que é?

O terçol, ou herdoéolo, é uma infecção do meibomio (glândulas das pálpebras superiores e inferiores perto da região dos cílios), principalmente. Essas glândulas são responsáveis pela produção de gordura, que é a camada externa da lágrima. Ela serve para diminuir a sua evaporação. Mesmo com o incômodo que essa doença causa, ela não é contagiosa. E, apesar de ser diferente da conjuntivite, pacientes com blefarite (in?amação na borda palpebral) são mais suscetíveis a ambas.

2. Sintomas

A doença se manifesta com o inchaço quente e dolorido na região da pálpebra inferior ou superior. Quando o terçol acontece na região externa da pálpebra, além dos outros sintomas, observa-se uma vermelhidão no local. Diferentemente das alergias na região dos olhos, nesse caso o paciente não apresenta coceiras.

3. Diagnóstico

O terçol é diagnosticado pela observação dos sintomas clínicos do paciente. A avaliação na consulta médica é bastante importante, pois apenas a partir dela o médico consegue veri?car o possível aparecimento de doenças mais graves, principalmente no caso de os sintomas se repetirem por diversas vezes.

4. Prevenção

O mais e?ciente para evitar o terçol, principalmente em pessoas predispostas, é a higiene com xampu de PH neutro. Outra boa forma de diminuir os riscos, apesar de não ter uma relação direta, é não usar artigos de maquiagem de terceiros. A ?ora conjuntival de cada um é diferente, e a ausência de contato diminui as chances de irritação local. Para os que têm algum tipo de alergia a esses produtos, os cuidados devem ser redobrados: mesmo os do tipo antialérgico podem causar reações.

5. Tratamento

Recomendam-se compressas com água morna no mínimo quatro vezes ao dia em casos simples. Em outros, é necessária também a aplicação tópica de uma pomada com antibióticos para facilitar a eliminação. Os sintomas costumam desaparecer dentro de cinco a sete dias. Quando isso não ocorre, há grande chance de que ele se transforme em um calásio — podendo ser necessária uma injeção de corticoide ou até mesmo uma operação para retirá-lo.

 

Revista VivaSaúde edição 102



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