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5 principais doenças tratadas pelos anticoncepcionais

Publicado em 28 de May de 2015 por Marília Alencar | Comente!

A seguir você confere os cinco principais problemas que podem ser tratados por meio de anticonceptivos. Para cada caso, o especialista indicará a apresentação mais adequada


  • Endometriose: É a proliferação de endométrio, camada que envolve o útero na qual ocorre o sangramento menstrual, fora dessa cavidade. Os sintomas comuns são diarreia, obstipação, dores no baixo ventre e ao urinar e dificuldade para engravidar). Os hormônios indicados são os derivados de progestagêniose e os combinados de estrogênios mais progestagênios. Podem ser usados os anéis vaginais e adesivos. Com a terapia, há um bloqueio do eixo das glândulas que coordenam a ovulação e a produção de hormônios femininos, resultando em suspensão do ciclo ou da ação direta nos focos da doença. Se não houver melhora, uma cirurgia pode ser indicada.

  • Ovários policísticos: Representa uma condição ginecológica e metabólica. Exames detectam ovários aumentados e vários pequenos cistos, aumento dos níveis de testosterona, crescimento de pelos, resistência à insulina e irregularidades ou cessação da menstruação. A infertilidade, a acne e a obesidade abdominal também podem ocorrer. O tratamento visa a diminuir os androgênios produzidos pelos ovários. O ideal é que se use uma pílula combinada de estrógeno e progesterona. O seu uso também atua na causa do problema, e mudança de hábitos e uso de medicamentos que controlam a glicose no sangue são úteis. Não existe uma regra quanto à duração do tratamento.

  • Cistos nos ovários: Em geral, são benignos. Podem haver alterações menstruais e dores no baixo ventre. O ultrassom permite avaliar se é benigno ou não. O cisto de ovário, quando é de corpo lúteo (formado após a liberação do óvulo), em geral, não representa nenhuma condição patológica e regride espontaneamente. “Há outros tipos mais graves e menos frequentes e não são tratados com o uso dessas pílulas”, ressalta Maurício Abrão, ginecologista e obstetra, professor da pós-graduação do Hospital Sírio-Libanês (SP). O tratamento é contínuo, com controle a cada três ou quatro meses. Indica-se pílulas que agem impedindo os estímulos sob os ovários.

  • Acne e hirsutismo: Esses problemas podem ter origem ou serem agravados por patologias endócrinas, como a síndrome dos ovários policísticos. Utilizam-se, nos casos de acne, pílulas com antiandrogênios por inibirem a ovulação. Elas reduzem a produção de hormônios derivados da testosterona e da progesterona pelos ovários, diminuindo a oleosidade da pele e a acne. O tratamento pode durar entre três e quatro meses. Indica-se ainda a atuação conjunta de um dermatologista. Para controlar o hirsutismo (o aumento de pelos em zonas femininas que, naturalmente, não os têm), é necessário fazer a diminuição dos androgênios com as pílulas que os inibem por cerca de nove meses, que é o tempo de crescimento do pelo. O etinilestradiol é a indicação para desacelerar o processo.

  • Miomas uterinos: Em mulheres que não apresentam sintomas, a conduta é esperar. “Nas sintomáticas, o tratamento dependerá se a paciente apresenta dor pélvica, sintomas compressivos, hemorragia ou quer engravidar”, salienta Rita da Silva, ginecologista e colaboradora do departamento de Ginecologia da Unifesp. As pacientes com miomas podem apresentar fluxo menstrual volumoso, com diminuição de seus intervalos, e cólicas. A pílula regulariza a menstruação e diminui o fluxo menstrual, pode ser uma ajuda no quadro de anemia que costuma se formar. A duração do tratamento com anticoncepcionais deverá ser suficiente para a remissão dos sintomas. Cirurgias podem ser necessárias para a retirada dos nódulos ou do próprio útero.

Texto Romulo Osthues/ Fotos: Shutterstock /Adaptação: Marília Alencar

Revista VivaSaúde/Edição 135



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