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Como combater a infecção hospitalar

Publicado em 12 de Mar de 2014 por Leticia Maciel | Comente!

Infecção hospitalar não acontece somente em centros de saúde.Infecções relacionadas à Assistência à Saúde (IrAS) podem ocorrer até numa residência. Entenda porque



Texto: Nathalie Ayres/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel

As infecções são típicas  dos hospitais. Mas elas se manifestam em vários ambientes, como
clínicas, enfermarias ou postos de saúde.
Foto: Shutterstock

O maior objetivo das instituições de saúde é recuperar o paciente que foi internado. Mas um local que reúne tantas doenças contém patógenos (bactérias ou vírus) capazes de causar as IrAS, também conhecidas como infecções hospitalares. “As pessoas pensam que elas são típicas dos hospitais. Porém, podem se manifestar em vários ambientes, como clínicas, enfermarias ou postos de saúde”, explica Mauro Salles, professor de infectologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e vice-presidente da Sociedade Paulista de Infectologia (SP).

Correndo o riso

As infecções podem ser consideradas um problema de saúde pública, pois só estão sob controle em razão do constante cuidado nos ambientes de assistência à saúde. Todo profissional de saúde, colaborador ou acompanhante que frequenta hospitais e outros ambientes (hospitais-escola, faculdades de medicina) correm o risco de ser contaminado. Mesmo estando saudável, qualquer um pode ser afetado. Mas os pacientes, por terem doenças crônicas, imunidade baixa ou terem sido submetidos a procedimentos invasivos (uso de cateter, entubação ou cirurgias), têm maior propensão a ele. Os grupos de risco são formados por pacientes de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs); transplantados de órgãos ou medula, além dos que passaram por cirurgias complexas. Incluem-se, ainda, os que tenham problemas de imunidade crônica (diabéticos e doenças autoimunes) e idosos, crianças ou recém-nascidos, que possuem saúde mais frágil.

Principais causas da transmissão

A transmissão ocorre principalmente por meio de mãos contaminadas, mas também por via aérea e contato com material infectado. Os agentes causadores das IrAS não diferem dos que circulam na comunidade, só são mais resistentes. Por isso, lavar as mãos é uma providência essencial. Normalmente essa higienização nos hospitais é feita com álcool em gel. Daí a necessidade da disponibilidade deles em todos os ambientes para que sejam utilizados pelas pessoas de forma fácil e rápida. Não há como especificar uma frequência para esse cuidado. Isso dependerá da função exercida pela pessoa. Cirurgiões e infectologistas, por exemplo, devem higienizar-se mais vezes do que um membro da administração. O abuso de antibióticos também pode causar a doença. "Quando alguém toma um antibiótico para amigdalite, ele não vai só destruir as bactérias da garganta, mas de vários lugares do corpo (como intestino e pele). As que permanecerem vivas serão as naturalmente resistentes, que irão se multiplicar e fazer parte do corpo. O resultado é que elas podem ser transmitidas para outras pessoas" afirma Salles.

Cuidados essenciais

Os cuidados devem começar com a família, impedindo a disseminação da doença, se alguém tiver tuberculose e não souber, ao visitar um amigo ou parente no hospital leva o agente da doença consigo. O mais importante a saber, e se trata de algo que deveria ser um conhecimento básico, é que qualquer ser humano pode ser o transmissor de um patógeno se não houver higienização ou educação. Além disso, é preciso ter consciência de que é imprescindível lavar as mãos ao entrar em qualquer ambiente hospitalar; que ao espirrar deve-se colocar um anteparo, como o cotovelo ou um lenço na boca, entre outros cuidados.  O especialista adverte que "as pessoas, em geral, devem entender a responsabilidade individual para a prevenção e disseminação de agentes infecciosos e que isso é um problema que diz respeito a todo cidadão deste país". Uma boa estratégia é verificar a presença de dispositivos de álcool gel. E não há nenhum problema em questionar se os colaboradores que trabalham no local têm sido educados para o controle deste quadro, e mesmo se eles utilizam algum tipo de técnica preventiva. Há uma série de formas para avaliar a competência de determinado hospital quanto a esses cuidados.


Revista VivaSaúde Edição 111



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