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Como evitar o refluxo gastroefágico

Publicado em 18 de Jul de 2014 por Clara Ribeiro | Comente!

Além da medicação recomendada para cada caso, é essencial que o paciente diagnosticado com a doença promova algumas mudanças de comportamento e de alimentação



Texto: Rose Mercatelli / Infográfico: Sandra Tir / Adaptação: Clara Ribeiro

As mulheres são as mais atingidas pelo refluxo gastroefágico

Infográfico: Sandra Tir

A desagradável sensação de ardência ou queimação na altura da boca do estômago, que não raro “sobe” em direção à garganta, tem atingido cada vez mais homens e mulheres no Brasil. Estima-se que 12% da população adulta tenha diariamente os sintomas da doença conhecida como DRGE, ou simplesmente refluxo, também chamada de esofagite. “Pesquisa feita pela Federação Brasileira de Gastroenterologia detectou a presença da DRGE em cerca de 15% da população paulistana”, avisa Mounib Tacla, gastroenterologista chefe da Unidade de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. Embora não existam pesquisas a respeito, os especialistas desconfiam que sua prevalência é igual para ambos os sexos.

Porém, aparentemente, as mulheres são as mais atingidas pelo problema. Pelo menos, são elas as que mais procuram ajuda nos consultórios médicos. Apesar deter sua incidência acentuada após os 40 anos, a esofagite pode atingir também jovens e crianças (veja o quadro Chorinho de dor). Daí, é importante saber o que os especialistas avisam: uma pessoa que apresente os sintomas uma ou mais vezes por semana pode ser uma séria candidata à doença que, quando não tratada, leva a complicações sérias.

SINTOMAS

A pirose, comumente chamada de azia, é o sintoma mais freqüente. ela aparece em 80% dos casos e pode piorar conforme a posição em que o paciente permanece. Por exemplo, quando a pessoa dobra-se sobre a barriga ou quando se deita com o estômago cheio;

Dor intensa no peito pode acontecer, o que leva a um falso diagnóstico de infarto ou insuficiência coronariana. Nesses casos é importante fazer o diagnóstico diferencial para descartar um possível problema cardíaco;

Pigarro e alteração na voz, que fica rouca;

Engasgo, uma tosse súbita que atrapalha a respiração;

Falta de ar com chiado no peito, como se fosse um ataque de asma;

Sensação de se ter uma bola na garganta;

Disfagia (dificuldade a deglutição);

Odinofagia (dor durante a deglutição);

Problemas respiratórios (como pneumonia, tosse, asma) podem aparecer em razão do comprometimento dos brônquios atingidos pelo refluxo;

Laringite, gengivite e problemas dentários ocorrem em alguns casos por causa da ação direta do líquido refluído;

Salivação excessiva produzida pela presença de ácido no esôfago;

Dor de ouvido pode ocorrer em casos raros.

O QUE FAZER PARA EVITÁ-LO

Veja algumas recomendações do gastroenterologista Mounib Tacla.

  • No caso dos pacientes obesos, é necessário emagrecer. Por isso, é importante a prática de exercícios físicos regulares, evitando o sedentarismo e a obesidade.
  • Evite fazer grandes refeições e ingerir líquidos com a comida.
  • Nunca se deite de estômago cheio. Espere pelo menos duas horas após a última refeição.
  • Evite alimentos muito quentes ou muito frios.
  • Durma com a cabeceira da cama sempre elevada.
  • Diminua o volume das refeições, porém coma mais vezes ao dia.
  • Mastigue bem os alimentos.
  • Quanto aos alimentos, deixe de lado frutas cítricas, refrigerantes, gorduras e frituras, temperos como alho, cebola, tomate e molho de tomate, além de doces e chocolate
  • Evite cigarros, bebidas alcoólicas e cafeína (café e chá-mate e preto).


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