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Como funciona a cirurgia de enxerto de pele

Publicado em 02 de Jun de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Com um propósito que vai além da estética, o procedimento é utilizado principalmente para proteger áreas do corpo lesionadas por traumas e queimaduras. Saiba como funciona a cirurgia de enxerto de pele



Texto: Diego Benine / Ilustração: Luiz Lentini / Adaptação: Ana Paula Ferreira

A pele usada para o enxerto pode ser da própria pessoa, de gêmeos, da mesma espécie ou de 

outra espécie. Em alguns casos, usa-se pele de porco para fazer a reconstrução.

Ilustração:Luiz Lentini

A cirurgia de enxerto de pele consiste em um pedaço de pele retirado de uma área (doadora) e transferida a outra (receptora). Após este processo, o tecido implantado adquire um novo suprimento sanguíneo. É utilizado para cobrir partes do corpo que perderam substância cutânea devido a lesões, queimaduras, feridas cirúrgicas ou câncer de pele. A medida visa, sobretudo, a impedir que o meio interno fique em contato com o externo – e sujeito a agentes infecciosos e desidratação.

Os preparativos

Os cuidados pré-operatórios envolvem exames de sangue, eletrocardiograma e raio X do tórax. No dia da cirurgia, o médico solicita um jejum de oito horas. Recomenda-se ainda que o indivíduo pare de fumar 15 dias antes da data da operação. Fica proibido também fazer esforços físicos e consumir álcool em excesso.

Tipos de enxerto

Os enxertos variam conforme a sua origem: autoenxerto (doador e receptor são a mesma pessoa); isogênico (doador e receptor são gêmeos univitelinos idênticos); homoenxerto (são diferentes, mas da mesma espécie); e xenoenxerto (são de espécies diferentes. Em alguns casos, utiliza-se pele de porco para fazer a reconstrução).

Como é o procedimento?

O paciente é anestesiado de acordo com a extensão da área a ser reconstruída – pode ser anestesia geral ou local, com sedação. Em seguida, o cirurgião faz a limpeza do leito receptor para eliminar resíduos e tecidos mortos. Na sequência, uma lâmina de pele é retirada de outra parte do corpo do indivíduo para ser fixada com pontos no local danificado. Este enxerto pode ser de espessura parcial (contém a camada epiderme e parte da derme) ou total (engloba epiderme e toda a derme). O primeiro é utilizado para cobrir regiões extensas que foram danificadas – em geral, casos de queimaduras. Já o segundo, por sua capacidade de imitar a pele normal, é aplicado na reconstituição de pequenas lesões nas pálpebras, face, mãos e dedos.

Cuidados pós-operatórios

É importante manter a região operada imóvel e protegê-la de hematomas com curativos acolchoados, visto que o enxerto precisa fixar-se e receber nutrientes. O paciente também deve ter cuidado com a área doadora para evitar infecções e facilitar a cicatrização. Neste processo, normalmente são utilizados curativos ou pomadas. Os médicos também proíbem o hábito do fumo  por 15 dias após a cirurgia, pois as substâncias presentes no cigarro podem retardar a cicatrização.