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Como o estresse afeta o corpo

Publicado em 21 de Nov de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Veja o que acontece no estágio de alerta do estresse — quando o organismo percebe o “perigo” próximo e se prepara para o confronto — e no estágio crônico — em que o estresse é prolongado, fazendo com que o sistema imunológico entre em colapso e abra espaço para as doenças oportunistas



Texto: Françoise Gregório/ Foto: Reprodução/ Adaptação: Letícia Maciel 

O estresse crônico pode causar doenças como infarto, crises de asma e gastrite 
Foto: Reprodução 

Cérebro  

Fase de alerta: recebe doses mais altas de substâncias químicas excitatórias — como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. O pensamento e os reflexos são aguçados e as pupilas se dilatam para melhorar a visão.
Estágio crônico: há liberação do hormônio do estresse (cortisol) que acelera o funcionamento do coração e dos pulmões. Em excesso, causa danos no hipocampo e prejudica o raciocínio.
 

Coração 

Fase de alerta: os batimentos ficam até cinco vezes mais rígidos do que o normal e a pressão arterial sobe.
Estágio crônico: quando estamos estressados, há uma grande descarga de adrenalina e noradrenalina, que aumentam a coagulação do sangue e contraem os vasos. Se isso ocorre sistematicamente, a chance de um infarto aumenta.

Pele 

Fase de alerta: o sangue é projetado para outras partes do corpo, que precisam de maior atenção, como os músculos, por exemplo. Por isso, a pele fica sem irrigação e empalidece.
Estágio crônico: a falta de irrigação provoca irritação na pele, escamação e envelhecimento precoce.

Órgão sexuais  

Fase de alerta: testículos e órgãos genitais femininos se contraem com a redução da irrigação sanguínea.
Estágio crônico: os níveis de testosterona caem tanto em homens como em mulheres, reduzindo a libido. As mulheres ainda sofrem com a queda de progesterona, o que provoca cólica menstrual.

Respiração 

Fase de alerta: fica mais rápida para levar oxigênio extra ao sangue.
Estágio crônico: fica ainda menos profunda, reduzindo a entrada de ar. Essa respiração superficial deixa a pessoa mais ansiosa e ofegante. Tal estado pode agravar crises de asma ou outras doenças respiratórias.

Estômago e intestino 

Fase de alerta: a digestão é interrompida para permitir que o corpo dedique toda a energia aos músculos, pois, quando nosso organismo se sente ameaçado, a prioridade é o ganho de força para “fugir”. A sensação de fome desaparece.
Estágio crônico: a mucosa do intestino fica vulnerável às úlceras. O excesso de suco gástrico pode provocar gastrite.

Glândulas suprarrenais 

Fase de alerta: liberam cortisol, um hormônio que ajuda a manter a força muscular, e adrenalina, responsável por elevar os batimentos cardíacos e a pressão arterial.
Estágio crônico: o excesso de cortisol e adrenalina causa mau humor, ansiedade e irritabilidade.

Fígado 

Fase de alerta: converte as reservas de açúcar em glicose, fornecendo energia extra ao organismo.
Estágio crônico: essas doses extras de glicose aumentam o risco de doenças como diabetes e obesidade.

Músculos 

Fase de alerta: recebem sangue e oxigênio acima do normal e se contraem para melhorar a performance  durante a ação. É como se o corpo se preparasse para uma luta, com o aumento da potência muscular.
Estágio crônico: a tensão constante causa dores, principalmente no pescoço, costas e ombros, e um cansaço exagerado.

Sistema circulatório 

Fase de alerta: alguns vasos se contraem para reduzir a irrigação de órgãos não vitais, como a pele e outras extremidades. É por isso que mãos e pés ficam frios.
Estágio crônico: os batimentos cardíacos acelerados diminuem a elasticidade dos vasos sanguíneos, o que pode levar a doenças cardiovasculares como infarto e AVC.

Sistema Imunológico 

Fase de alerta: os linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo, produzem mais anticorpos. Ou seja, o estresse, desde que ocorra em episódio curto, pode até reforçar esse sistema.
Estágio crônico: aqui a situação é inversa; como não há um alívio e a pessoa apresenta sinais de exaustão física.

 

Revista VivaSaúde Edição 74



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