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Como prevenir a disfunção erétil

Publicado em 09 de Aug de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Para prevenir o problema de base física, bons hábitos de vida devem ser cultivados, tais como exercícios físicos, alimentação balanceada e consumo moderado de bebidas alcoólicas



Texto: Carmita Abdo / Foto: Shutterstock / Adaptação: Ana Paula Ferreira

Para prevenir a disfunção de base física, bons hábitos de vida devem ser cultivados, tais como:

exercícios físicos, alimentação balanceada, consumo moderado de bebidas alcoólicas e evitar

ocigarro e o estresse. Foto: Shutterstock

Disfunção erétil, anteriormente conhecida como impotência sexual, é a incapacidade do homem em obter e/ou manter a ereção do pênis, o su?ciente para concluir o ato sexual com satisfação. Portanto, falhar eventualmente não signi?ca ter problema sexual. Essas falhas, quando eventuais, ocorrem por cansaço, con?itos conjugais, preocupações ou falta de atração pela(o) parceira(o). Mas, deixando de ser esporádicas e passando a regulares, devem ser valorizadas, investigadas e tratadas.

Conforme a gravidade, a disfunção erétil classi?ca-se como mínima, moderada ou completa. A mínima se caracteriza por falhas eventuais, entre períodos de ereções satisfatórias. Quando esses períodos se tornam menores, ou seja, quando as falhas se intercalam mais frequentemente, fala-se em disfunção moderada.

A disfunção completa é constante, isso é, há falha de ereção em todas as relações sexuais. Durante o envelhecimento, as disfunções mínima e moderada podem se agravar, pois as doenças próprias da maturidade prejudicam mais e mais a ereção.

Causas físicas e psíquicas da di?culdade de ereção ocorrem concomitantemente ou não. São elas: hipertensão, dislipidemias (colesterol e/ou triglicérides altos), diabetes, doenças cardíacas ou da próstata, estresse, ansiedade e depressão, entre outras.

A disfunção erétil de origem psíquica é mais comum em jovens com depressão ou ansiedade, o que pode conduzi-los à insegurança, medo do relacionamento e autoimagem negativa. Esses sentimentos, por sua vez, mantêm a disfunção crônica.

A disfunção erétil, provocada por doença física, começa a se manifestar na quarta década da vida e se intensi?ca na idade avançada. Fatores emocionais (psicológicos) também podem estar associados, complicando ainda mais o desempenho sexual. O hipertenso, por exemplo, pode ter di?culdade de ereção, que repercute psicologicamente e intensi?ca a falha.

A prevenção de disfunções sexuais de causa psíquica depende da educação sexual na família e na escola, garantindo autocon?ança e autoestima dos jovens e combatendo mitos, tabus, preconceitos ou ideias errôneas a respeito da sexualidade.

Para prevenir a disfunção de base física, bons hábitos de vida devem ser cultivados, tais como: exercícios físicos, alimentação balanceada, consumo moderado de bebidas alcoólicas e evitar o cigarro e o estresse.

O tratamento de primeira linha para a disfunção se faz tratando a causa (por exemplo, o diabetes), melhorando o estilo de vida, utilizando o medicamento que promove a ereção e com a psicoterapia. Quando não há resultado com essas providências, a segunda linha está indicada: injeções no pênis de substâncias que induzem a ereção ou aparelhos de vácuo. Se esses também não surtem efeito, porque o organismo já não responde, está indicada a terceira linha terapêutica, ou seja, a colocação de prótese peniana.

Prevenir que a disfunção se instale é melhor do que tratar. A consulta médica é imprescindível para investigar e sanar a causa, não só a manifestação.

Revista VivaSaúde edição 84

 



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