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Como prevenir a esteatose hepática

Publicado em 25 de Feb de 2015 por Clara Ribeiro | Comente!

A esteatose hepática atinge um a cada três brasileiros e, na maioria das vezes, por não apresentar sintomas, só é descoberta em estágio mais avançado



Texto: Karina Fusco / Foto: Shutterstock / Adaptação: Clara Ribeiro

Além do álcool, fatores como obesidade, diabetes, colesterol e triglicérides

podem estar por trás da esteatose

Foto: Shutterstock

No cotidiano, dificilmente alguém se lembra dele, pois ele trabalha em silêncio. O fígado, localizado do lado direito do abdome e logo abaixo do diafragma, é a maior glândula do corpo e realiza funções essenciais para o bom funcionamento do organismo.

Entre suas responsabilidades estão secretar a bile, filtrar micro-organismos, armazenar a glicose e desintoxicar o organismo. Mas este incansável “trabalhador” pode ser atingido por diferentes doenças, como as hepatites, a cirrose e a esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado.

Segundo Tércio Genzini, hepatologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, os adultos com idades acima de 50 anos, sedentários, etilistas e obesos, independentemente do sexo, são os que mais sofrem com problemas no fígado. “A população jovem também é afetada, principalmente por hepatites virais ou tóxicas”, afirma.

Embora tenha grande capacidade de se regenerar, o órgão precisa de cuidados no cotidiano e de atenção nos check-ups. Um dos motivos é o grande número de brasileiros que sofre com o acúmulo de gordura no órgão e sequer desconfia, pois uma das características do problema é que ele pode ser assintomático.

No Brasil, não há dados oficiais da doença, mas, de acordo com Edison Roberto Parise, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), estima-se que cerca de 30% da população sofra com o problema, ou seja, isso representa mais de 60 milhões de pessoas.

A prevenção é o melhor remédio

Por trás desse número grandioso estão fatores como a obesidade, o diabetes mellitus do tipo 2, os níveis elevados de colesterol e de triglicerídeos e o etilismo. Separadamente ou agrupados, eles levam o fígado à sobrecarga e, com isso, ele não funciona direito. Mas o grande perigo é que dificilmente o paciente percebe que algo não vai bem.

Como alerta o hepatologista Roque Gabriel Rezende de Lima, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, são frequentes os casos em que quando surgem sintomas, como aumento do volume do abdome e olhos amarelados, a doença já está avançada, com o órgão em estágio de cirrose. “Aí o que resta é o transplante hepático”, diz.

Coleção VivaSaúde Especial - Fígado 



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