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Conheça causas, sintomas e tratamento da Síndrome de Burnout

Publicado em 20 de Aug de 2018 por Redação | Comente!

Segundo a psicóloga Simone Januário, a doença pode ser mais evidente em profissões em que o paciente se submete a muito estresse, como médicos, bombeiros e até professores. Confira!



Por Ana Carolina Gabriel 

Cansaço intenso, perda de sono e sensação de esgotamento mental são alguns dos sintomas da síndrome de Burnout. A doença – também conhecida como esgotamento profissional –, é considerada um distúrbio psíquico que está associado ao acúmulo de estresse no trabalho, ansiedade, preocupações em excesso e, se não diagnosticada por um profissional, pode levar a depressão.

Descoberta em 1974 pelo médico psicanalista Herbert Freudenberger, a síndrome de Burnout pode também ser descrita como um sentimento de fracasso e exaustão. “É um conjunto de sinais e sintomas vividos por profissionais que vivenciam fortes situações de estresse, especialmente nas relações interpessoais”, explica Simone Januário, psicóloga.

Confira os sintomas da doença abaixo e saiba como prevenir

Sintomas da Síndrome de Burnout:

Sensação de cansaço e sem energia a todo tempo;
Dores de cabeça intensas e frequentes;
Falta de apetite;
Dificuldade de dormir;
Sentimentos de fracasso e insegurança a todo tempo;
Vontade de se afastar das outras pessoas;
Pensar nos problemas constantemente;
Sensação de solidão;
Diminuição da autoestima;
Impaciência

É comum confundir a doença com depressão. Por isso, a melhor forma de diagnosticá-la com eficiência é procurar auxílio de um psicólogo. Dessa forma, o profissional avaliará o nível da Síndrome de Burnout e poderá indicar o melhor tratamento para o seu caso. “A psicoterapia é o tratamento que ajuda o sujeito a dar novos significados ao trabalho e elaborar as situações emocionais enfrentadas na atividade laboral. Em alguns casos, há necessidade de medicamentos indicados pelo médico”, comenta Januário.

Tratamentos da Síndrome de Burnout

Segundo Antônio Geraldo da Silva, diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria e Secretário Nacional dos Médicos (FENAM), é preciso que o paciente seja afastado das suas atividades assim que diagnosticado. Dessa forma, é possível aliar um tratamento multidisciplinar. Januário sugere que é preciso “levar uma vida com os setores balanceados, tempo para família, atividades sociais, esportivas, boa alimentação e até a experiência religiosa, podem ajudar na prevenção do estresse pelo trabalho”.

Em algumas profissões, a síndrome pode ser mais frequente. “Os profissionais mais vulneráveis são os que atuam com as relações interpessoais vivenciadas como agentes estressores. Portanto, a síndrome de burnout é comum em professores, médicos, enfermeiros, e até bombeiros”, enfatiza a psicóloga.

Para que os profissionais possam ter todos os benefícios previdenciários, a Portaria nº 1.339 de 18 de novembro de 1999, do Ministério da Saúde, incluiu a Síndrome de burnout nos transtornos mentais e do comportamento relacionados com o trabalho.

Fontes: FENAM, Ministério da Saúde, Simone Januário (psicóloga)

 



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