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Entenda como funciona o cateterismo cardíaco

Publicado em 03 de Apr de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Conhecido também pelo nome de coronariografia, o cateterismo cardíaco trata-se do método de diagnóstico mais preciso para detectar doenças nas artérias coronárias



Texto: Diego Benine / Foto: Divulgação / Adaptação: Ana Paula Ferreira

A anestesia usada para o cateterismo cardíaco é a local, já que não há sensibilidade dentro dos

vasos que serão percorridos pelo cateter. Foto: Divulgação

O cateterismo cardíaco é considerado um procedimento invasivo e utiliza uma sonda ou cateter para identificar doenças obstrutivas, bem como obter detalhes anatômicos das cavidades ou das válvulas do coração. Na maioria das vezes, é combinado a uma técnica chamada angiografia coronária, que consiste no ato de injetar um produto de contraste no órgão. O procedimento é solicitado aos pacientes com suspeita de aterosclerose (formação de placas de gordura nas artérias coronárias ou nas válvulas), mas pode ser aplicado emergencialmente em casos de infarto agudo no miocárdio. O exame também possibilita o reconhecimento de defeitos congênitos em recém-nascidos e crianças. Entenda como funciona o cateterismo cardíaco:

Cuidados antes do exame
Uma vez que o contraste iodado pode causar reações adversas em pacientes diabéticos sob tratamento, eles devem suspender a medicação pelo período de 48 horas. O consumo de anticoagulantes também deve ser suspenso, mas por um período de cinco dias. Quem tem alergia ao contraste deve passar por um tratamento com antialérgicos e cortisona sob a supervisão do médico ou da equipe que realizará o cateterismo. Caso seja portador de insuficiência renal, o indivíduo recebe medicações específicas e hidratação por via venosa em regime de internação hospitalar. Na data da avaliação, o paciente é aconselhado a fazer um jejum de quatro a seis horas.

Tipo de anestesia utilizada
Não há sensibilidade dentro dos vasos que serão percorridos pelo cateter. O único local sujeito à dor é a região onde será feita a punção. Por conta disso, a anestesia usada é a do tipo local.

Como é o procedimento?
1. Após a aplicação da anestesia, é feita a introdução do cateter na artéria radial (pulso) ou na artéria femural (virilha) por meio de uma punção com uma agulha.
2. Na sequência, o cateter é levado ao coração. Para guiá-lo por dentro do corpo humano, a equipe utiliza um aparelho de radiografia.
3. Assim que atinge coração, o tubo injeta o contraste iodado, permitindo que o interior do órgão seja filmado.
4. As imagens registradas são gravadas na forma de filmes e fotos em um disco. Isso permite que outros cardiologistas
façam uma análise detalhada na sala de exames. Ao final, o CD é entregue ao paciente.
5. Por fim, o cateter é removido e uma compressa manual é feita no local da incisão. Assim que o sangramento é controlado, a região é fechada com um curativo.

Prática de poucos riscos
A possibilidade de intoxicação pelo contraste ou de complicações graves (como hemorragia na região puncionada e AVC) é muito baixa. Os indivíduos que morrem durante o exame normalmente são os que já sofriam de outras doenças graves no coração.

Pós-operatório
Terminada a avaliação, o médico decide pela intervenção imediata (um procedimento chamado angioplastia) ou programa o tratamento para as próximas semanas. Após um período que varia de 4 a 6 horas, o paciente recebe alta. Ele deve manter o local puncionado livre de esforços por pelo menos 48 horas, assim como beber muito líquido para eliminar o contraste do organismo.



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