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Entenda o que é a depressão

Publicado em 05 de May de 2014 por Leticia Maciel | Comente!

As mulheres, por causas puramente históricas, sociais e culturais, são mais sujeitas à depressão, mas o quadro clínico é o mesmo para os dois sexos. Veja o que os especialistas falam sobre a doença



Texto: Revista VivaSaúde Especial Depressão/ Foto: Danilo Tanaka/ Adaptação: Letícia Maciel 

Existe uma predisposição genética para depressão que pode ser precipitada por estresse. 
Para a psicanálise, as causas têm origem externa ou interna 
Foto: Danilo Tanaka 

Estima-se que entre 15 e 25% das pessoas podem ter uma crise depressiva pelo menos uma vez na vida, que precise de tratamento, segundo o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Na população em geral, as estatísticas mostram que de 5 a 12% dos homens têm ou já tiveram depressão. Entre as mulheres o percentual é de 10 a 15%. “Elas, por causas puramente históricas, sociais e culturais, são mais sujeitas à depressão, mas o quadro clínico é o mesmo para os dois sexos”, define Miguel Chalub, professor do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo Christian Dunker, psicanalista e professor do Departamento de Psicologia Clinica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) é possível definir a depressão das seguintes maneiras:

É um estado psicológico que exagera, intensifica ou prolonga a resposta esperada para a perda, ausência ou indisponibilidade de algo ou alguém. Neste sentido a depressão é um luto patológico. É por isso que encontramos no quadro clínico da depressão os mesmos sinais do luto. “A depressão não é o luto e sua experiência de tristeza, mas a exageração, a intensificação, a suspensão, o bloqueio ou prolongamento, do luto, que por si só é um trabalho e uma disposição psíquica útil e necessária”, define Dunker.

É um tipo de funcionamento, ou seja, um modo de realizar um laço social e interpessoal com o outro no que diz respeito à separação, desligamento ou distância. Assim como no caso anterior, ela pode estarpresente em situações específicas durante a vida, ou pode acompanhar de modo crônico os sintomas da  neurose, da psicose ou da perversão. Elas podem se acentuar ou se atenuar ao longo da vida (em função de contingências particulares), mas sempre estarão presentes, como que à espreita do momento oportuno para se manifestar.

É uma condição que organiza e define as relações do sujeito com os outros, de forma fundamental e mais ou menos permanente. Neste terceiro caso, a depressão possuiria uma autonomia diagnóstica. É o tipo de depressão que alguns autores ligam à clássica melancolia, depois também chamada de psicose maníaco-depressiva, e atualmente associada aos quadros bipolares de tipo mais grave.

Revista VivaSaúde Especial Depressão 



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