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Entenda tudo sobre a nutrigenômica

Publicado em 06 de Jan de 2015 por Marília Alencar | Comente!

A ciência já começa a usar dados do mapeamento genético humano para criar cardápios personalizados. Além de ajudar no emagrecimento, o recurso pode prevenir e tratar doenças identificadas nos genes de cada indivíduo



Texto Ivan Alves/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Marília Alencar 

Nutrigenômica

(Foto: Shutterstock)

Há cerca de dez anos, pesquisadores estudam a interação entre o genoma humano e os nutrientes dos alimentos, com o objetivo de promover a saúde por meio de uma dieta geneticamente personalizada. Esta nova e promissora ciência é denominada Nutrigenômica. Por causa dela, em um futuro próximo, quando você for consultar um médico ou um nutricionista, deverá apresentar o seu mapa genético. Imagine, então, o quanto precisos e eficazes serão os diagnósticos e os tratamentos propostos por esses especialistas, depois de terem checado, nesse documento, como o seu metabolismo e todo o seu organismo responde, exatamente, a cada nutriente ingerido. Munidos desses dados, eles poderão prescrever uma dieta exclusiva, para você emagrecer sem muito esforço, ser mais ativo nas tarefas do dia a dia e, de quebra, não desenvolver câncer, diabetes, doenças cardiovasculares.“A boa notícia é que o caminho para chegar ao cardápio perfeito está bem próximo. Isso será uma realidade em alguns anos, graças aos avanços desta ciência”, prevê Lucia Regina Ribeiro, coordenadora da Rede Brasileira de Nutrigenômica e professora do Programa de Pós-Graduação em Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, SP.

Afinal, o que é isso?

A Nutrigenômica considera os estudos de interação funcional e dos componentes dos alimentos com o genoma, no nível molecular, celular e sistêmico, e tem por finalidade auxiliar a prevenção e o tratamento de doenças, por meio da alimentação. “Essa ciência sugere que todas as soluções para se viver mais e melhor estão emum cardápio alimentar capaz de interferir na atuação dos genes de cada pessoa. Como o genoma de cada indivíduo é único, cada pessoa terá uma dieta personalizada”, indica Lucia. Na prática, os alimentos passariam a ser receitados, literalmente, como remédios. “Porém, para que isso se torne realidade, é preciso, antes, que se entenda melhor de que forma os compostos bioativos dos alimentos interagem com nosso genoma.” 

Revista VivaSaúde/ Edição 82



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