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Estudo aponta retardo para o Alzheimer

Publicado em 29 de Jul de 2015 por Marília Alencar | Comente!

Redução na proteína relacionada à doença deve atrasar os sintomas. Saiba como ela age e quais são os próximos passos da pesquisa



Texto Priscila Pegatin / Foto: Shutterstock 

Alzheimer

(Foto: Shutterstock)

Um estudo clínico, com 166 pacientes, sinaliza para o possível retardo na progressão do Alzheimer. A doença, que não tem cura, atinge cerca de 1,2 milhão de brasileiros, com mais de 65 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até agora o que se sabe da enfermidade é que um defeito na produção das proteínas beta-amiloides e Taudes encadeiam os sinais da patologia. O acúmulo dessa substância se inicia 30 anos antes de aparecerem os sintomas e, com isso, por meio de uma tomografia seria possível confirmar a presença do excesso dessas proteínas e iniciar o tratamento. A terapia em estudo é constituída de uma vacina que estimula a produção de anticorpos antibetaamiloide monoclonais, e que modificam geneticamente a doença.

"Os resultados foram muito bons quando administrados na quantidade de 3 mg e 10 mg”, pontua Aline Guerra, gerente médica do laboratório que promove esse estudo (Biogen). “A próxima etapa dos testes é a fase 3, com um número maior de pacientes”, diz. Thiago Mônaco, geriatra (SP), que ressalta ainda que há mais de dez anos nenhum remédio é aprovado para o Alzheimer. “Há outros estudos sobre o mesmo efeito, mas os resultados são preliminares. É horade ter esperança e calma”, diz. “Mas a terapia dependerá de um diagnóstico precoce”, conclui.

(Foto: Shutterstock)

Revista VivaSaúde/ Edição 147



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