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Limites de sobrevivência do homem

Publicado em 27 de May de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Todos sabem que o nosso corpo é uma máquina extraordinária. Mas será que ele foi feito para enfrentar muita fome ou muito calor? Confira 7 situações para lá de radicais quais seriam nossas reações diante delas



Texto: André Bernardo / Ilustração: Hale Lanz / Adaptação: Ana Paula Ferreira

Nas alturas as maiores dificuldades encontradas são a falta de oxigênio, frio, desidratação e

queimadura de sol. Ilustração: Hale Lanz

Que o nosso corpo é uma máquina extraordinária, todos sabem. Mas será que ele foi feito para enfrentar muita fome ou muito calor? Listamos sete situações para lá de radicais e perguntamos a médicos qual seria a nossa reação diante delas. Confira abaixo:

Em águas profundas

Acredite se quiser: O austríaco Herbert Nitsch é o primeiro (e único!) mergulhador a descer, num só fôlego, a impressionante profundidade de 214 metros. O recorde foi alcançado no dia 14 de junho de 2007, próximo às ilhas gregas.

Vivendo no limite: A falta de ar é apenas uma das muitas di?culdades enfrentadas pelo mergulhador. Há também o frio intenso, a perda de gravidade e o aumento da pressão. “Quanto mais fundo se desce no oceano, mais a pressão aumenta”, resume a ?siologista Frances Ashcroft, acrescentando que a água é cerca de 1.300 vezes mais pesada que o ar.  “Quando o mergulhador volta à tona, o ar que está comprimido nos pulmões tende a aumentar de volume muito rapidamente. Se não tomar cuidado, os pulmões do mergulhador podem explodir”, avisa Omar Feres, da SBMH.

Ao prender a respiração

Acredite se quiser: O suíço Peter Colat prendeu a respiração por 19 minutos e 21 segundos em uma piscina em St. Gallen, na Suíça.

Vivendo no limite: A maioria das pessoas consegue prender a respiração por 2 minutos. “O indivíduo começa a se afogar quando aspira água para o pulmão. Quando isso acontece, perde os sentidos, sofre uma parada respiratória e, em pouco tempo, morre de parada cardíaca”, detalha o ?siologista Paulo Zogaib.

Privado de sono

Acredite se quiser: Em 1964 o ?nlandês Toimi Soini ficou 276 horas sem dormir, o equivalente a 11 dias e meio.

Vivendo no limite: Em média, após 96 horas sem dormir, o indivíduo não aguenta e sofre um rebote involuntário de sono. Em curto prazo, a privação do sono provoca fadiga, sonolência e irritação. Em longo prazo, hipertensão, diabetes e obesidade.

Nas alturas

Acredite se quiser: Os primeiros alpinistas a conseguirem Escalar o Monte sem auxílio de oxigênio complementar foram os austríacos Peter Habeler e Reinhold Messner, no dia 8 de maio de 1978.

Vivendo no limite: Quanto maior a altitude, menos oxigênio. Mas, embora a baixa concentração de oxigênio seja a principal di?culdade enfrentada em grandes altitudes, outros fatores, como frio, desidratação e queimaduras de sol, também são grandes ameaças.

Enfrentando baixíssimas temperaturas

Acredite se quiser: O holandês Win Hof ficou com o corpo submerso no gelo, de sunga, por inacreditáveis 73 minutos.

Vivendo no limite: Morrer de frio não é tão raro quanto parece. Se o indivíduo estiver desagasalhado, em uma temperatura de aproximadamente -8°C, já entra em estado de hipotermia. Ou seja, sofre uma queda brusca na temperatura que pode levar à morte.

Sem nada para comer

Acredite se quiser: Em 2010, o dissidente cubano e ativista político Guillermo Fariñas pôs ?m a uma greve de fome que já durava impressionantes 135 dias. Ele só suspendeu o protesto depois que o governo de seu país anunciou a libertação de 52 presos políticos

Vivendo no limite: Segundo as previsões mais otimistas, um ser humano consegue sobreviver até 40 dias sem comida.

Nenhum a gota d’água

Acredite se quiser: No verão de 1905, depois de se perder na região de Tinajas Atlas, no sudoeste do Arizona (EUA), o mexicano Pablo Valencia  passou sete dias e sete noites sem engolir nem uma gota d’água em temperaturas que variavam entre 30°C à noite e 35°C durante o dia.  

Vivendo no limite:  Um ser humano pode aguentar até 40 dias sem comer, mas di?cilmente vai sobreviver mais do que 72 horas sem beber água.  Sem ela, o indivíduo sofre aumento da temperatura corporal e redução no batimento cardíaco, além de sintomas, como fraqueza, náuseas e vômitos.