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Saiba como funciona a anestesia geral

Publicado em 18 de Dec de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Houve um tempo em que anular a dor do paciente durante uma intervenção médica exigia o uso da força física. Hoje, fármacos adequados garantem sedação plena e segura



Texto: Diego Benine/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel 

 

Em cirurgias de curta duração, o paciente utiiliza uma máscara respiratória. 
A medida é necessária porque a anestesia reduz o ritmo da respiração.
Já nos procedimentos longos,  a equipe médica introduz um tubo respiratório na traquia do 
anestesiado
Foto: Shutterstock 

O que é?

Trata-se de uma técnica que induz o paciente à inconsciência, de modo a anular as dores causadas por uma cirurgia. Nesse estado, ocorre paralisia muscular e perda de percepção e de resposta aos estímulos externos.

Como é realizada?

O procedimento é dividido em quatro partes: pré-medicação, indução, manutenção e recuperação. Na primeira, o indivíduo toma um sedativo leve (via oral). Durante a fase de indução, a equipe médica administra medicamentos por via intravenosa para colocar o paciente em uma espécie de coma. A etapa seguinte consiste em evitar as dores por meio de drogas intravenosas ou inalatórias. O último passo é a reversão do processo: o anestesista anula a paralisia muscular com antídotos e cessa o fornecimento de anestésicos.

Recomendações

Quem irá se submeter à anestesia geral deve realizar os exames pré-operatórios exigidos pelo cirurgião, além de passar por avaliação com um médico anestesiologista para checar se possui alergia aos fármacos utilizados. No dia da cirurgia, o jejum de seis horas é solicitado para evitar que resíduos de alimentos entrem nas vias respiratórias (broncoaspiração).

 

Quando é indicada?

É utilizada em operações de pequeno e grande porte. Geralmente é empregada em cirurgias de cabeça, pescoço e abdome (dermolipectomia), bem como em mamoplastias e procedimentos que usam o recurso da videolaparoscopia — técnica pouco invasiva que usa microcâmeras para explorar a cavidade abdominal.

Riscos

Complicações são incomuns, já que os exames pré-operatórios são preventivos. Normalmente, elas estão relacionadas a quadros crônicos (doenças cardíacas, renais ou pulmonares). Os portadores dessas condições têm, por exemplo, maior risco de apresentar hipertensão arterial durante a cirurgia.

 

Revista VivaSáude edição 128



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