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Saiba mais sobre refluxo gastroesofágico

Publicado em 14 de Oct de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Apenas 5% dos casos da doença requerem intervenção cirúrgica. A disfunção é geralmente tratada com medicamentos e mudanças na dieta



Texto: Ivan Alves/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel

A doença, ocasionada por hábitos comportamentais e alimentares, é uma das mais
frequentes do aparelho digestório
Foto: Shutterstock

O que é?

O refluxo gastroesofágico é caracterizado pelo retorno do conteúdo (líquidos gástricos, bebidas e comidas) do estômago para o esôfago. O problema se dá por uma disfunção na válvula que liga a garganta ao estômago, permitindo que a comida ingerida faça o caminho inverso. A doença, ocasionada por hábitos comportamentais e alimentares, é uma das mais frequentes do aparelho digestório.

Como diagnosticar

A falha da válvula pode ser por fatores genéticos, alimentares, comportamentais, de peso e pelo avanço natural da idade. O sintoma mais comum é a sensação de queimação (azia ou acidez). Outros sinais relacionados são tosse, pigarros e a sensação de ardor na garganta. Diferente do vômito — que é expelido do corpo por contraturas dos músculos abdominais —, o conteúdo que retorna do estômago pode ou não chegar à boca. Além dos sintomas clássicos, exames como a endoscopia e o pHmetria são recursos utilizados para um diagnóstico mais preciso.

Formas de tratamento

Apenas 5% dos casos precisam de intervenção cirúrgica. Para os outros, é orientado o tratamento clínico, em duas abordagens. A primeira é à base de fármacos, para diminuir a acidez do estômago e para melhorar o funcionamento da válvula. A segunda, feita paralelamente, se refere a mudanças na dieta e no comportamento do paciente.

Mudanças na alimentação

Quem é diagnosticado com o refluxo gastroesofágico deve comer fracionadamente, porém com a quantidade de alimentos reduzida. Também deve evitar o consumo de bebidas cítricas, líquidos quentes, doces, café, gorduras e frituras. Abandonar o cigarro e diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas estão entre as medidas encorajadas por especialistas.

A importância da prevenção

Não existe um exame que aponte a disfunção precocemente. O paciente pode (e deve) mudar os hábitos de alimentação tão logo os primeiros sintomas apareçam. O controle da alimentação é outro fator importante. A doença é mais comum em indivíduos acima do peso. Pessoas com obesidade não podem ser submetidas à cirurgia convencional contra o refluxo gastroesofágico. Para esses pacientes, a cirurgia bariátrica é o recurso mais indicado.

 

Revista VivaSaúde Edição 85