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Saiba o que é a doença de Parkinson

Publicado em 04 de Apr de 2014 por Leticia Maciel | Comente!

Este distúrbio degenerativo dos movimentos ainda não tem uma cura mas a sua evolução pode ser controlada com medicamentos e terapias



Texto: Diego Benine/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel

A doença degenerativa que atinge os movientos pode ser controlada com medicamentos e
exercícios de equilíbrios e postura.
Foto: Shutterstock

O que é?

É uma doença degenerativa crônica e progressiva que atinge o sistema nervoso, resultando na morte dos neurônios localizados na substância negra do tronco cerebral. O nome da patologia remete a James Parkinson, médico britânico que teria sido o primeiro a descrever os sintomas detalhadamente. A causa do problema ainda é desconhecida, mas sabe-se que algumas famílias tendem a apresentá-lo.

Sintomas

Os sinais variam, e os mais comuns são a rigidez muscular, os tremores nos membros (evidente em situações de repouso), a lentidão de movimentos (bradicinesia) e a perda do reflexo postural, o que aumenta consideravelmente o risco de queda. Conforme o quadro evolui, o paciente pode ter a sensação de ficar com os pés travados na hora de começar a andar, bem como alterações na pressão arterial, sudorese excessiva, distúrbios urinários e  intestinais, comprometimento da fala, disfunção sexual, problemas de memória, entre outras complicações.

Diagnóstico

É feito a partir do histórico clínico do paciente e de avaliações neurológicas. Exames complementares de imagem são empregados para descartar outras doenças que se assemelham ao Parkinson e que podem confundir o médico na hora do diagnóstico. É o caso da Paralisia Supranuclear Progressiva e da Atrofia de Múltiplos Sistemas — conhecidas como síndromes Parkinson-plus

Prevenção

Uma vez que as causas da patologia ainda não foram identificadas, não existem medidas eficazes para evitá-la. No entanto, o diagnóstico precoce pode garantir mais qualidade de vida ao portador. É preciso estar atento a sinais aparentemente inofensivos, como tremores leves nas mãos e diminuição da caligrafia, e procurar um médico tão logo eles surgirem

Tratamento

Divide-se em três modalidades: medicamentoso, cirúrgico e terapêutico. O primeiro envolve a administração de remédios que aumentam a ação da dopamina (anticolinérgicos, amantadina, levodopa e agonistas dopaminérgicos), além de fármacos que combatem os sintomas não motores. Já o segundo método é reservado aos pacientes que não responderam aos medicamentos. Por fim, o terceiro engloba os exercícios de marcha, equilíbrio e postura. Há também a psicoterapia, que pode ajudar o indivíduo a compreender e lidar com suas limitações, e a fonoterapia (com foco em melhorar a dicção e a fluência verbal).

 

 

Revista VivaSaúde Edição 120



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