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Calor demais pode adoecer seu animal de estimação

Publicado em 11 de Jan de 2015 por Clara Ribeiro | Comente!

Evite passear ou praticar exercícios quando o sol estiver intenso. Além de hipertermia, há risco de insolação



Texto: Camila Rodrigues. Colaborou: Letícia Ronche. Fontes: Carla Berl e Marcelo Quinzani, médicos veterinários do Hospital Veterinário Pet Care (SP). Foto: Shutterstock

As raças mais predispostas à hipertermia são as de focinho curto: Pug, Lhasa Apso,

Shih Tzu, Pequinês, entre outras

Foto: Shutterstock

Calor demais pode adoecer o seu pet evite passear ou praticar exercícios quando o sol estiver intenso. Além de hipertermia, há risco de insolação. A elevação da temperatura corpórea normalmente ocorre como uma resposta a processos inflamatórios ou calor excessivo. “Quando o pet é exposto a altas temperaturas, a hipertermia aparece e é uma condição gravíssima que requer tratamento médico imediato”, conta Carla Berl, médica veterinária do Hospital Veterinário Pet Care (SP).

Termômetro em alta

A temperatura considerada dentro dos padrões normais é quando um animal doméstico apresenta valores entre 37,5 e 39,5° C. Portanto, quando ela alcança valores acima dos 40° C, trata-se de um motivo de preocupação. “Se esse aumento for muito exagerado, o pet pode ter convulsões, parada cardíaca e, em casos extremos, ir a óbito devido à falência múltipla dos órgãos”, alerta o especialista Marcelo Quinzani, veterinário do Hospital Veterinário Pet Care (SP).

A hipertermia acontece quando o animal é submetido a ambientes quentes associados ou não à atividade física intensa ou estresse. “Nessas situações, o pet que não transpira pela pele, como nós, não consegue perder calor e, então, tem a sua temperatura corpórea aumentada de forma intensa, levando ao superaquecimento, vômitos, diarreia, falta de ar, edema pulmonar etc.”, alerta Carla.

Toalha molhada

A médica explica que só existem três formas de perder calor: respiração (inspirando ar frio e expirando ar quente), fato que, em dias com temperaturas acima de 27°C, já pode ser um problema. Outro modo é o contato da pele com uma superfície fria (chão, água, banho de piscina ou de esguicho). A última maneira é a ingestão de água gelada em abundância. Os principais sintomas de que o problema se instalou são língua azulada, vômito, salivação, ofegação, fraqueza, mucosas avermelhadas e sede excessiva.

Assim que o seu pet apresentar esses sinais, o ideal é dar um banho com água morna ou fria, oferecer água fresca – uma vez que a desidratação é consequência do quadro – e mantê-lo em local refrigerado para que a temperatura volte ao normal. Quinzani acrescenta: “Outra dica é enrolá-lo em uma toalha com água gelada. Se nada ajudar, o veterinário deve ser consultado. Às vezes é necessário fazer uma fluidoterapia: aplicar soro em temperatura ambiente na veia do animal”.

Estratégias de prevenção

  • Evite passeios e esforços físicos em dias quentes e úmidos, ofereça água, dê banho de água fria e deixe o animal em ambiente climatizado.
  • O animal nunca deve ser deixado no carro.
  • Passe longe de ambientes fechados ou sem acesso a sombra e água fresca.
  • Água quente e secadores no verão são dispensáveis.
  • Situações de estresse (medo ou insegurança) devem ser evitadas.
  • Para animais obesos ou que têm anatomicamente alguma dificuldade respiratória, evite esforços ou condições desfavoráveis.
  • Não use focinheira em ambientes quentes e fechados.

Revista VivaSaúde - Edição 140



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