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O guia do dia do parto

Publicado em 14 de Jun de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Se esta é a sua primeira vez, veja aqui o que acontece no momento mais esperado (e às vezes temido!) da sua gestação, com o guia do dia do parto



Texto: Natasha de Franco / Ilustração: Amanda Matsuda / Adaptação: Ana Paula Ferreira

Antes de ir para o berçário, o recém-nascido passa por um olhar clínico dos médicos, com a 

verificação dos sinais vitais e exame para con?rmar que não há alterações físicas.

Ilustração: Amanda Matsuda

A gravidez pode ser de?nida como a espera de nove meses para o grande dia: o nascimento do bebê. Mas essa data importante também pode parecer misteriosa para quem está na primeira gestação: a?nal, o que acontece nessa hora? Será como nos ?lmes? Por isso, perguntamos a especialistas o que a?nal acontece nesse grande dia e montamos um guia do dia do parto. Confira:

A bolsa estourou!

Ao contrário do que Hollywood nos ensinou, o rompimento da bolsa não signi?ca o nascimento imediato. “Se a rotura das membranas ocorrer fora do contexto de trabalho de parto, o tempo para o nascimento será algo muito variável, de horas a dias. Se ocorrer durante o processo, geralmente ainda demoram cerca de 2 a 3 horas até o bebê nascer”, ensina o obstetra Adolfo Wenjaw Liao, especialista em Medicina Fetal pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). É importante, porém, observar a cor do líquido expelido quando a bolsa estoura: ele deve estar transparente como a água ou esbranquiçado. Estar com a cor vermelha é literalmente um sinal de alerta, pois signi?ca a presença de sangue.

Contrações para que te quero!

O que determina a proximidade do parto são as contrações, que é o esforço que o útero faz para que o bebê saia de dentro dele. O obstetra Guilherme Loureiro Fernandes, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (Sogesp), nos ensina a reconhecê-las: “a dor começa de cima para baixo e é mais forte em cima. Elas têm duração de 50 segundos até 1 minuto e 20 segundos”. Ainda de acordo com o especialista, a hora do parto se aproxima conforme o intervalo entre as contrações vai diminuindo. A mãe está pronta quando sua vagina está dilatada o su?ciente para a passagem do bebê, o que é avaliado pelas enfermeiras.

Com hora marcada

Mulheres que marcaram cesarianas não estão livres desse tipo de imprevisto acontecer. E caso a mulher comece a sentir contrações antes da hora marcada, com ou sem rompimento da bolsa, o melhor é correr para o hospital e ligar para seu obstetra. Se esse não for o caso, é só chegar no dia e hora marcados e aguardar pelo procedimento com seu médico; não é preciso haver dilatação ou movimentação do útero. “Geralmente o médico obstetra avalia (por meio do toque vaginal) as condições do colo uterino em todas as consultas no ?nal da gestação, para avaliar se o colo é ‘favorável’ ao parto vaginal”, acrescenta Liao.

Reações malucas

É normal que a mãe ?que ansiosa na hora do parto, e alguns imprevistos podem acontecer. A dor, por exemplo, e a di?culdade em lidar com ela, pode fazer com que a mulher tenha náuseas e até vomite na sala de operação. “O mesmo acontece com quem tem dores nos rins, por exemplo”, esclarece Fernandes. Isso também pode ocasionar tremedeiras, e o esforço abdominal pode fazer com a mulher libere fezes ou urina no ?m do trabalho de parto. “Antes as mulheres descompensavam mais nesse momento. Hoje, temos uma condução de trabalho de parto”, esclarece o obstetra.

Não quero sentir dor!

Mesmo que sua escolha tenha sido parto normal, o comum é que eles sejam feitos com o uso de anestesia. Existem três tipos. A primeira é a raquidiana, que bloqueia completamente a sensibilidade e a movimentação do umbigo para baixo, e é a preferência para cesarianas, de acordo com Fernandes. Depois a peridural, usada principalmente em partos normais, “que bloqueia a sensibilidade dolorosa, mas permite sensibilidade à pressão e proporciona um pouco da força abdominal”, como ensina Liao. E também tem a anestesia local, dada apenas na parte onde passará o bebê.

E depois que nasceu?

Antes de ir para o berçário, o recém-nascido passa por um olhar clínico dos médicos. “Há a veri?cação de sinais vitais bons (frequência cardíaca, respiração, e perfusão sanguínea — que compõem a nota do Apgar) e exame clínico para con?rmar que não há alterações físicas”, enumera Liao. Também se veri?ca se o palato (ou céu da boca) está fechado e pode-se fazer uma aspiração do pulmão e do estômago. Já a mãe tem a placenta removida e, no caso de um parto normal, o médico veri?ca se o útero está bem contraído e se é preciso fazer alguma sutura. Antes de voltar para o quarto, a mulher precisa passar pela recuperação pós-anestesia (RPA), em que ?ca em observação por cerca de duas horas.

Reações alérgicas no dia seguinte

Infelizmente, a anestesia pode causar reações alérgicas nas mães após o parto. É comum, por exemplo, a reclamação de coceiras pelo corpo no dia seguinte ao parto. As queixas mais comuns são que elas se manifestam, “principalmente no peito, pescoço, cabeça e ponta do nariz, mas deve passar em um dia”, garante o médico Fernandes. Há ainda a possibilidade da manifestação de outras reações como tremedeira e enjoo, que passam em uma hora mais ou menos. Se isso acontecer, avise seu médico, pois alguns medicamentos podem aliviar esses incômodos.

Revista VivaSaúde edição 122



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