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Sexo durante a gravidez: entenda os benefícios

Publicado em 26 de Mar de 2014 por Leticia Maciel | Comente!

Os médicos garantem:desde que a mulher esteja com a saúde em dia, sexo durante esse período não oferece riscos e até faz bem



Texto: Diego Benine/ Foto: Shutterstock

Algumas sentem mais desejo. Como já estão
esperando um bebê, aproveitam para namorar
sem a culpa e sem a responsabilidade da
anticoncepção.
Foto:Shuterstock

Gravidez é sinônimo não apenas de mudanças na rotina do casal e no relacionamento afetivo entre homem e mulher, mas também de adaptações na vida sexual de ambos. Isso porque a gestação implica em alterações hormonais que refletem diretamente na sexualidade da futura mamãe. “A produção de progesterona (hormônio feminino) aumenta para manter a gravidez, o que faz com que a libido diminua, assim como a vontade de trabalhar ou de fazer qualquer atividade física”, afirma Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês (SP). Segundo ele, o interesse da gestante em manter relações sexuais com seu parceiro pode sofrer uma  baixa ainda mais acentuada nos primeiros três meses — período em que a progesterona é liberada pelo útero. Após esta fase, o hormônio passa a ser produzido pela placenta. Com essa mudança, a mulher ganha uma ligeira disposição física, a qual diminui conforme a barriga vai crescendo, visto que o ganho de peso pode fazer que tarefas simples tornem-se exaustivas.
No entanto, o apetite sexual feminino durante a gravidez não depende apenas de reações bioquímicas. “O início da gestação é acompanhado de uma série de medos, por exemplo, o receio de o bebê não estar se formando. Isso é o que mais altera a psique da mulher, provocando redução na libido”, esclarece Rodrigo
Castro, ginecologista e obstetra do Hospital Bandeirantes (SP). “Algumas sentem mais desejo. Como já estão esperando um bebê, aproveitam para namorar sem culpa e sem a responsabilidade de prevenir uma gravidez. Por outro lado, outras se sentem desconfortáveis com a própria aparência: acham que estão feias e deixam de procurar seus parceiros”, completa Pupo.

Afinal, pode ou não pode?

Os especialistas concordam que,quando se trata de uma gravidez livre de riscos, a atividade sexual não compromete a saúde da gestante, tampouco oferece riscos ao bebê. Pelo contrário. “Além do bem-estar natural que o sexo proporciona, o ato de um homem buscar a parceira para ter relações ajuda a melhorar a autoestima dela, salienta Rodrigo. Contudo, é imprescindível que a paciente peça orientações para o médico responsável pelo acompanhamento pré-natal, pois ela pode ter um quadro clínico que exija cuidados específicos. De acordo com o médico Pupo, a maioria dos médicos solicita que as gestantes diminuam a frequência ou se abstenham de atividades físicas — inclusive o sexo — nos primeiros três meses. Embora não tenha base científica, a medida é tomada com o intuito de prevenir lesões. Apesar disso, há casos em que a abstinência poderá ser obrigatória. “Se verificamos a existência de uma abertura no colo do útero, a indicação é interromper a prática da atividade sexual, bem como a da imersão (em piscinas, por exemplo). Bactérias podem entrar pela vagina e alcançar o útero, gerando uma infecção na membrana da bolsa amniótica e fazendo com que ela se rompa antes da hora, alerta o obstetra. Nos primeiros meses, caso a paciente apresente dores ou sangramento que resultem em um processo de aborto, o especialista deve sugerir a abstinência. Já no segundo trimestre, a presença de dores relacionadas a trabalho de parto prematuro podem exigir esta medida , acrescenta Castro. 

Cuidados especiais com o sexo na gravidez

O ginecologista Pupo recomenda que o casal dê preferência a posições sexuais que não façam pressão sobre o abdome e que sejam confortáveis para a futura mamãe. Além disso, alerta para os cuidados com o esforço físico empregado nessa prática. “O ideal é partir para algo mais delicado e amoroso. Um excesso de força pode resultar em traumas e lesões. A gestante também deve ficar atenta às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) neste período, uma vez que seu organismo está mais vulnerável às mesmas infecções que atingem mulheres não grávidas. É o caso do herpes genital, da gonorreia, da clamídia, da hepatite B, além do vírus da AIDS. Todos esses males não apenas prejudicam a saúde da mulher, como também podem vir a ser a causa de sequelas no bebê ou, pior, podem
até resultar na sua morte.

 



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