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Número de diabéticos vai dobrar no Brasil em 30 anos

Publicado em 12 de Nov de 2018 por Redação | Comente!

Diabetes avança no País e já é considerada epidemia; metade dos diabéticos, porém, não sabe que tem a doença e maioria dos brasileiros desconhece sua gravidade



Texto Redação

 

            O Brasil é o quarto país com o maior número de diabéticos no mundo e, em dez anos, o número de mortes pela doença aumentou 12%. Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) mostram que 12,5 milhões de brasileiros são diabéticos e a estimativa é de que essa estatística dobre nas próximas três décadas, chegando a 24 milhões até 2045.  No mês em que se celebra o Dia Mundial da Diabetes (14 de novembro), uma série de ações vai alertar a população sobre os riscos da doença.

             “A diabetes já pode ser considerada uma epidemia, com um agravante: metade dos diabéticos não sabe que tem a doença e, portanto, não faz o controle”, afirma o médico nefrologista Bruno P. Biluca, da Fenix Premium Alphaville.

            Outro dado preocupante, segundo o médico, é que a maioria das pessoas, mesmo aquelas que são diabéticas, sabe muito pouco sobre suas consequências e a importância de seguir o tratamento adequado. “Uma pesquisa divulgada recentemente revelou que apenas um em cada quatro brasileiros considera a diabetes uma doença grave. A diabetes é hoje a principal causa de cegueira no País, responsável por muitos casos de amputação de membros inferiores e está entre os principais fatores que levam à insuficiência renal”, afirma.

            Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), 25%, ou seja, uma em quatro pessoas com diabetes tipo 1 e de 5% a 10% dos diabéticos com o tipo 2 da doença desenvolvem insuficiência nos rins. Em países europeus e nos Estados Unidos, é causa de até 80% dos novos casos de perda irreversível das funções renais.

            A diabetes é uma doença em que há aumento da glicose (açúcar) no sangue e está associada especialmente à obesidade e sobrepeso, sedentarismo, maus hábitos alimentares e ao envelhecimento da população. Pessoas com histórico na família também estão mais propensas a desenvolver o problema.

            O tipo 2 é o mais comum e representa cerca de 90% dos casos. O tipo 1 atinge principalmente crianças e adolescentes. Durante a gravidez, também pode ocorrer a diabetes gestacional, com a elevação da quantidade de açúcar no sangue e que, geralmente, se normaliza após o parto.

            A diabetes pode ser detectada com exames simples que investigam a presença de açúcar na urina e medem sua quantidade no sangue. Alguns sinais de alerta são a perda de peso, sonolência e cansaço constante, formigamento nas mãos ou nos pés, visão turva, muita sede, aumento na vontade de urinar, enjoo e dores de cabeça.

            A doença não tem cura, mas pode ser prevenida e controlada com a adoção de hábitos de vida saudáveis, com alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos, e, quando necessário, com medicamentos, como a insulina. 

            Este ano, o tema do Dia Mundial da Diabetes é a família. Para Bruno P. Biluca, o apoio de parentes tem um efeito bastante benéfico no controle dos níveis de glicemia pelos diabéticos e reflete positivamente não só na saúde, mas também na qualidade de vida dos doentes. “Além de contribuir para melhores resultados no tratamento, o envolvimento da família tem efeitos significativos na redução do impacto emocional da doença”, afirma o médico.

 

SAIBA MAIS

A diabetes é um conjunto de doenças causadas pela falta de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. Essa alteração no metabolismo afeta a queima do açúcar e sua transformação em músculos, proteínas e gorduras, entre outras substâncias. A concentração de glicose no sangue provoca inflamação e degeneração das artérias e danos nas terminações nervosas. Esse processo, se não for controlado, pode afetar diversos órgãos e provocar insuficiência renal, infarto, cegueira, impotência sexual, derrames cerebrais e feridas que demoram a cicatrizar, especialmente nos pés.

 

 



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