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10 motivos para fazer a própria comida

Publicado em 20 de Jan de 2014 por Leticia Maciel | Comente!

Listamos as atitudes e motivos capazes de incentivá-lo a passar mais tempo na cozinha. Menores taxas de intoxicação, colesterol e maior consumo de nutrientes são algumas das vantagens



Texto: Romulo Osthues/ Foto: Danilo Tanaka/ Produção: Janaina Resende/ Adaptação: Letícia Maciel 

Em casa, prefira os temperos como salsinha, orégano, manjericão, limão, cebola, entre outros
Foto: Danilo Tanaka  

1-Dominar o saleiro

Cozinheiros precisam preparar quitutes com toda a rapidez do mundo. Por isso, apostam em condimentos industrializados, riquíssimos em sódio para realçar o sabor. A Associação Americana do Coração alerta que a população mundial tem consumido o dobro de sódio (a recomendação é de 2.000 mg) por dia, muito por conta dos alimentos industrializados, do sal de cozinha e dos molhos de soja. Doenças cardiovasculares são as que mais causam mortes ao redor do mundo e estão relacionadas ao alto consumo do elemento. Em casa, prefira os temperos naturais, como salsinha, orégano, manjericão, limão, cebola, entre outros.

2-Maneirar nas gorduras

É difícil ficar longe das frituras em uma praça de alimentação no Shopping. “Em casa, usa-se uma quantidade menor de óleo, e este tem melhor qualidade”, sugere Papini. “Pesquisa realizada com 834 paulistanos pela Secretaria Municipal da Saúde (SP) mostrou que o consumo de pelo menos uma das três principais refeições diárias era realizada fora de casa por 32% deles”. E se uma dessas refeições fosse o almoço, haveria um outro risco: esta alimentação foi considerada de baixa qualidade, com alta concentração de gorduras, principalmente as que provocam problemas cardiovasculares.

3-Manter o peso sob controle

Dispor de menos tipos de pratos em uma refeição (se comparado com um bufê de restaurante) facilita o controle da quantidade de comida que ingerimos. Um estudo publicado pela Universidade de Atenas (grécia), revelou que comer fora estava associado à alta ingestão de alimentos calóricos, ricos em açúcares e gorduras – e com um estilo de vida sedentário. No Brasil, cerca de 56 mil residentes em áreas urbanas (entre 25 e 64 anos de idade) comprovam uma relação positiva entre o ato de não comer em casa e os quilos a mais. Os homens são a maioria, apontou a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ): há prevalência maior de quadros de obesidade entre os que revelaram ter essa prática.

4-Garantir vitaminas

A nutricionista Silvia fala que os sucos devem ser consumidos imediatamente após o preparo. Cortar um alimento e deixá-lo exposto à luz e ao calor favorece a perda de nutrientes. O oxigênio e a rotação de um processador contribuem para essas perdas. Um estudo da Universidade Santa Cecília (Santos) mostrou que a concentração de vitamina C decai em 0,14 mg por minuto se é usado um aparelho rotador (um liquidificador). A limonada deve ser a última tarefa antes da refeição.

5-Preferir orgânicos

“Esse método de cultivo, além de produzir alimentos nutritivos, pode estimular a economia local”, defende Flávia. Pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC) comparou tomates orgânicos com os tradicionais e descobriu que, embora 40% menores em tamanho, os primeiros têm mais vitamina C, açúcares e licopeno, que previne doenças cardíacas e degenerativas e até câncer.

6-Equilibrar nutrientes

Saber de quais nutrientes você e sua família precisam pode ajudar a preparar refeições balanceadas. Um especialista em nutrição pode ajudá-lo nessa tarefa. Em geral, as recomendações são: começar a refeição pela salada, o que ajudará na saciedade, e, depois, incluir o prato principal. Uma pesquisa da Universidade de Cornell (EUA) revelou que crianças tendem a comer mais frutas quando elas estão à disposição já cortadas. As possíveis razões para isso: a falta de dentes e a pouca habilidade com instrumentos para descascá-las ou mordê-las e a timidez de consumi-las frente a outras pessoas. Tire proveito dessa informação.

7-Diminuir perdas

Expor alimentos a altas temperaturas faz que alguns de seus nutrientes se percam. Por outro lado, “os crus podem ter maior contaminação, que se anula com a temperatura elevada. Dessa forma, devemos fazer um balanço”, sugere o nutrólogo Daniel Magnoni, chefe do serviço de nutrição do hospital do Coração (hCor-SP). Prepare-os no vapor para reduzir essa perda. A couve perde cerca de 90% de manganês após refogá-la. In natura e higienizada, 100 g de suas folhas contêm 1,02 mg do nutriente, cuja deficiência impacta a fabricação de insulina, as reações alérgicas e a fertilidade. Peixes, carnes e frango devem passar por cocção.

8-Garantir absorção

“Todas as substâncias dos alimentos interagem entre si e podem melhorar ou impedir seu aproveitamento pelo organismo”, explica Flávia de Sanctis, nutricionista clínica da Santa Casa de São Paulo. O ferro encontrado em carnes e verduras verdes-escuras colabora com a prevenção de anemias. O cálcio de leites e derivados, com a saúde óssea. Porém, esses dois nutrientes não podem ser consumidos na mesma refeição: a combinação entre eles inibe a absorção de ambos pelo corpo.

9-Variar nas opções

Quanto mais colorida for uma refeição, melhor. Os nutrientes agem conjuntamente no nosso organismo e dependem uns dos outros – assim como o conteúdo de calorias, carboidratos, proteínas e gorduras ingeridos – para que sejam adequadamente absorvidos e utilizados seguindo as necessidades do organismo ao longo do dia.

10-Evitar desperdícios

De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-2013),1,3 bilhões de alimentos são desperdiçados ao ano. 46% desse valor corresponde ao que acontece durante o processamento, a distribuição e o consumo. Mais que o desperdício da comida, a perda é agregada pelo que se gasta com água, insumos e transporte. Além de evitar sobras, aproveite o máximo daquilo que comprar: folhas e talos podem ser opções gostosas e nutritivas.

Revista VivaSaúde Edição 128



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