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Carne para uma dieta saudável

Publicado em 08 de Nov de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Quem não gosta de um bom pedaço de carne? Veja dicas de especialistas para escolher a carne certa para manter a dieta saudável



Texto: Letícia Maciel/ Foto: Fabio Mangabeira 

Consumir a quantidade ideal de carne diária ajuda no bom funcionamento do organismo  e na 
produção de hormônios.
Foto:  Fabio Mangabeira 

Quem não gosta de um filé mal passado ou um frango frito? Não é novidade que as carnes estão presentes no prato da maioria dos brasileiros, mas a questão é qual a melhor carne para manter a dieta equilibrada? “A recomendação diária do consumo de proteínas é de 10 a 15% do VET (Valor energético total) que varia de pessoa para pessoa. De acordo com a Pirâmide Alimentar Brasileira, para manter uma dieta saudável, recomenda-se 1 porção de carne de 100 gramas” diz a nutricionista Bárbara A. M. Borges.

Faz bem para o corpo 

“Todos os tipos de carnes são fontes importantes de proteínas de alto valor biológico, ferro e vitaminas do complexo B, principalmenta a vitamina B12. Além dessas vitaminas, a carne bovina é rica em cobre, potássio e magnésio.  As carnes de porco, são fontes de potássio e as de peixe tem cálcio, tripofano, ômega 3 e selênio”, ressaltam as nutricionistas do Congelados Sônia, Gabriela Marcelino e Mariana Ribeiro. As carnes não previnem nenhum tipo de doença, porém, ajudam no bom funcionamento do organismo e são recomendadas a todas as idades. “Por serem fontes importantes de proteína, atuam no crescimento, regeneração e renovação de diferentes tecidos do corpo, como ossos, músculos e pele, contribuem para a produção de hormônios, como a insulina e enzimas digestivas , além de trazer benefícios ao sistema imunológico e no ganho de massa magra”, afirma Bárbara. 

Na medida certa

No churrasco com amigos ou até mesmo quanto temos aquela carne preferida, sempre temos o exagero na hora de comer. O problema é que comer demais ou até mesmo comer de menos pode prejudicar o organismo. “O excesso  de consumo de carnes, principalmente da carne vermelha, pode contribuir para o aumento do colesterol e possíveis problemas cardíacos devido ao elevado teor de gordura saturada”. Já a falta do alimento pode causar visíveis danos à saúde, “como a perda de massa magra, enfraquecimentos de unhas, e cabelo, má regeneração dos tecidos, entre outros”, diz Bárbara.

As especialistas indicam a carne magra, com pouca presença de gordura para manter a alimentação equilibrada . “O melhor tipo de carne para uma vida saudável é a carne magra, sendo ela de boi, frango ou peixe, mas desde que preparadas de forma adequada, sem frituras ou excesso de gorduras”, afirmam as nutricionistas do Congelados Sônia.  Para a nutricionista Daniele, “As carnes brancas são melhores devido a redução significativa de gordura na sua fibra muscular quando comparada à carne vermelha. Para cada 100 gramas de carne vermelha encontramos em média de 2 gramas de gordura e a carne de peixe (filé de merluza) contém em média 1 grama de gordura.  Mesmo com estas diferenças todas são importantes para uma boa alimentação”. 

Na hora das compras

Na fila do açougue nos supermercados sempre temos a dúvida de qual carne levar para casa. O primeiro passo é ficar atento a manipulação e conservação das carnes, observe se os funcionários usam luvas, toucas  e bonés e se o local em que a carne está armazenada é bem refrigerado  e limpo, assim, os riscos de contrair alguma infecção alimentar  são bem menores “A carne in natura deve ter cor vermelho-cereja brilhante; e quando for embalada à vácuo, este deve estar bem preservado. Os peixes por serem muito delicados, devem ser observados o odor, as escamas e os olhos precisam estar brilhantes com a córnea transparente. Se a compra for realizada no supermercado, vale lembrar que a carne é o último item a ser colocado no carrinho de compras, porque a oscilação de temperatura influi na vida útil do alimento” elenca Bárbara.

Frita, cozida ou assada?

Depois de escolher a carne magra, é preciso dicar atento na preparação. O uso excessivo de sal pode contribuir para o aumento da pressão arterial e do colesterol. “O processo de cocção-cozimento da carne- favorece a desnaturação das proteínas dos músculos e de suas ligações, deixando as proteínas mais disponíveis para as enzimas digestivas. Os melhores métodos são assadas, grelhadas ou cozidas, pois utiliza-se pouco ou nada de gordura adicional, evitando o aumento do valor calórico”, indica Bárbara. 

Posso comer embutidos?

É difícil resistir aos vários tipos de presuntos, salsichas e salames sem fugir da dieta. O perigo desses alimentos está na grande concentração de sódio e conservantes que podem elevar a pressão arterial, causar ataque cardíaco e diabetes. “As salsichas devem ser evitadas na alimentação, caso opte por consumir, indico a salsicha de frango por ser menos calórica que a tradicional numa frequência de aproximadamente 15 dias. Já o presunto magro contém uma composição bem semelhante ao peito de peru light (que também é um embutido), ou seja, seu consumo não deve ser diário, pois em 2 fatias finas temos aproximadamente 415mg de sódio, sendo este um valor bastante elevado (corresponde a aproximadamente 17% da recomendação total diária)”, ressalta Bárbara.

Opção saudável

As nutricionistas Gabriela Marcelino e Mariana Ribeiro indicam outros alimentos que substituem a proteína animal. “A soja possui proteína vegetal, podendo substituir o consumo da proteína animal. Outras leguminosas podem entrar no cardápio: feijões variados, lentilha e grão de bico. A vantagem deste tipo de proteína está na menor quantidade de gordura saturada, ausência do colesterol e maior quantidade de fibras. O ideal é ter uma alimentação variada e equilibrada, sem exclusão de nenhum grupo de alimentos. A proteína animal é importante também, sendo uma excelente fonte de proteínas de alto valor biológico e vitamina B12. Não há uma recomendação para a ingestão da carne de soja. Há inclusive quem condene o consumo de soja por considerar que o seu processamento a contamina e prejudica sua qualidade nutricional”, indicam as nutricionistas . 

 



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