assine

Newsletter

Receba as novidades, cadastre-se

Dieta da cromoterapia

Publicado em 14 de Sep de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Está mais do que provado: alternar as cores dos vegetais, nas seis refeições do dia é uma maneira eficiente de fugir das carências nutricionais e também de uma porção de doenças



Texto: Rita Trevisan e Caroline Bastos/Foto:Danilo Tanaka/ Produção:Janaina Resende/Adaptação: Letícia Maciel

A cromoterapia ajuda no combate de doenças e ajudam no funcionamento do metabolismo.
Foto: Danilo Tanaka

Além de tornar a refeição mais atraente, brincar com as cores das frutas, verduras e dos legumes no seu prato é uma forma de preservar a saúde. Para entender o que há por trás dessa afirmação, basta pensar um pouquinho na ação dos fitoquímicos, justamente as substâncias responsáveis por pigmentar os alimentos. Na natureza, são elas que defendem os vegetais das ameaças externas. “Os fitoquímicos presentes nos alimentos são os responsáveis por protegê-los contra o ataque de fungos e bactérias. Uma vez no organismo humano, assumem ações específicas no metabolismo, com amplos benefícios à saúde”, explica a nutricionista funcional Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional. Em suma, dentro da gente eles continuam funcionando como fiéis guarda-costas, minimizando muito o risco de doenças.

Benefício colorido

Os pigmentos naturais estão relacionados com importantes atividades biológicas. Eles possuem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e fortalecem o sistema imunológico, afastando o risco de sofrer de doenças crônicas não transmissíveis, como o colesterol e o diabetes”, diz a nutricionista Jocelem Mastrodi Salgado, professora na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ -USP) e autora do livro Guia dos Funcionais (Ed. Ediouro). “Os fitoquímicos também são reconhecidos por atuarem de forma mais específica como calmantes, digestivos, moduladores hormonais, laxantes e até expectorantes, complementa a nutricionista Roseli. Daí a importância de que diversas cores sejam misturadas num mesmo prato. Assim, os alimentos verde-escuros contêm altos níveis de magnésio, mineral presente na clorofila e que é essencial para a saúde do coração e a manutenção da pressão em níveis estáveis. “Já o licopeno do tomate diminui a oxidação das moléculas de DNA que contribuem para a proliferação das células cancerosas”, garante a nutricionista Fernanda Vaz, da Clínica Patricia Davidson (RJ). Mesmo os alimentos com pouca cor são recheados de nutrientes. “Os alimentos de coloração branca, por exemplo, têm efeito anti-inflamatório e antialérgico, bloqueando a histamina, uma substância que provoca as famosas coceiras e os espirros. Eles também ajudam a prevenir doenças cardiovasculares e a reduzir o colesterol ruim. Estamos falando de vegetais como os cogumelos”, diz Jocelem.

Mistura e manda!

A nutricionista Fernanda Vaz dá algumas sugestões de como distribuir vegetais diversificados ao longo do dia:

Café da manhã: 1 xícara (chá) de frutas vermelhas picadinhas, para consumo in natura. É só batê-las com iogurte ou chá. Exemplo: amora, morango ou cereja.
Lanche da manhã: 1 porção de fruta da cor amarela. Exemplo: ¼ de manga ou 1 banana já resolvem o problema.
Almoço: salada de verduras e legumes. Aproveite para misturar pelo menos quatro cores no prato. Exemplo: 4 a 5  folhas de alface, 2 tomates cereja, 1 xícara (chá) de cenoura e
a mesma quantidade de beterraba, ambos ralados.
Lanche da tarde: 1 porção de fruta — mais ou menos 1 xícara (chá) — ou 1 copo de suco de fruta (batido com 200 ml de água) de cor roxa. Exemplo: cranberry, uva ou ameixa.
Jantar: salada de verduras e legumes. Misturar pelo menos quatro cores no prato. Ex: ¼ de berinjela, ½ mandioquinha, 2 colheres (sopa) de brócolis e 2 colheres (sopa) de repolho.
Ceia: 2 colheres (sopa) de mix de castanhas, como nozes, amêndoas e castanhas do Brasil picadas.



COMENTE!